Jesus Chedid afirma que ano passado foi treino e sua administração começa agora

A Câmara Municipal realizou a 1ª Sessão Ordinária de 2018 na terça-feira, dia 6 e como já era de se esperar, em ano eleitoral, já é possível perceber que o tema saúde será destaque nas sessões e o clima promete esquentar nos bastidores da política.

A sessão  contou com a presença do prefeito de Bragança Paulista, Jesus Adib Abi Chedid que mencionou os investimentos previstos para a saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública, entre outros.

O prefeito, citou que tem uma aprovação de 77,8% da população para as mudanças implementadas na área da saúde durante o primeiro ano de gestão, e pediu aos vereadores que façam críticas construtivas.

Chedid, disse ainda, que 2017 foi apenas um treinamento e que sua administração começa agora.

COMO É QUE É?

“Não estamos satisfeitos ainda, vamos alcançar mais de 80% de aprovação este ano e peço aos vereadores para que façam críticas construtivas, como contribuição para o desenvolvimento da cidade. O ano de 2017 foi um treinamento, e agradeço ao vice-prefeito Amauri Sodré, que tocou o barco durante a minha doença. A administração Jesus/Amauri começa a partir de agora e vai ser a melhor da minha vida”, disse o prefeito Jesus Chedid.

A afirmação do prefeito, que o ano passado foi um treino e que sua administração começa agora, reforça o editorial do Bragança Em Pauta, do dia 11 de janeiro, onde questionamos onde estava a experiência que ia mudar tudo aqui?

CEI da Saúde

Houve também durante a sessão a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito, proposta pelo vereador Tião do Fórum. A ideia é apurar possíveis irregularidades nos Chamamentos Públicos 005 e 006/2013, que versam sobre a contratação da empresa Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC) para a gestão dos serviços de atenção básica e de urgência e emergência do município, firmados durante a gestão do ex-prefeito Fernão Dias.

O vereador Moufid Doher, que em dezembro, já havia sugerido a abertura de uma CEI da Saúde, sugeriu que a investigação seja mais ampla.

“Pedi uma cópia do requerimento para analisar os itens descritos, mas vou assinar desde já. Se pedi uma CEI em dezembro, não vou deixar de assinar o requerimento em fevereiro”, afirmou Moufid que reiterou que é papel dos vereadores investigar e fiscalizar.

Moufid havia pedido uma CEI por causa da  Operação Ouro Verde que foi desencadeada em Campinas, no final de novembro de 2016 e seis pessoas foram presas. Uma delas é Fernando Vítor, que em conversa telefônica com um empresário citou o deputado  como “dono da região” Fernando Vítor, teria ligação com a Reviva Saúde, que atua em Bragança Paulista.

Por causa destas denúncias, o próprio deputado Edmir Chedid solicitou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembléia Legislativa para apurar contratações de Organizações Sociais em diversos municípios do Estado de São Paulo.

Além disto, o vereador Quique Brown também apresentou durante a sessão, denúncias contra a Reviva Saúde e pediu a criação de uma CEI também para investigar os desdobramentos do processo seletivo promovido pela organização.

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Segundo o vereador a ordem do chamamento não tem obedecido a classificação, há contratação de pessoas que não fizeram o concurso, além de casos de demissão sem motivo aparente.

Não poderia deixar de vir a essa tribuna deixar claro que assino a CEI [sobre as investigações da ABBC – antiga organização responsável pela Saúde] tranquilamente, mas é extremamente necessário e conto com o apoio dos senhores abrir uma CEI sobre o processo seletivo da Reviva Saúde”, iniciou.

Quique afirmou que há pessoas contratadas que não passaram no concurso. “Há pessoas com notas horríveis, que não possuem aspecto técnico nenhum. Ao menos 13 pessoas contratadas sequer fizeram o concurso e entraram depois, junto com pessoas que fizeram o concurso. Como explicar isso para o cidadão que foi lá e pagou o processo seletivo?”, pontuou.

O vereador considerou preocupante a situação. “Esse processo seletivo arrecadou mais de R$ 220 mil da população. Essa casa vai assistir a isso de camarote? Peço assinatura dos senhores”, alertou aos colegas.

Outro questionamento foi a respeito de demissões. Ao menos dois casos foram citados em que pessoas que estavam em contrato emergencial e passaram no concurso receberam carta avisando que estariam demitidas, sem explicações prévias. “Acho a CEI extremamente importante. Antes de ir para o Ministério Público precisamos investigar isso aqui. Temos elementos de sobra para isso”, finalizou.

A reportagem do Bragança Em Pauta, também recebeu denúncias sobre estas demissões.

Falta de remédios

Ainda durante a sessão o tema saúde voltou a tona com o vereador José Gabriel que cobrou remédios de alto custo do Governo do Estado

Vereador informou que unidades de saúde de Bragança estão com falta de 40 medicamentos prescritos para pacientes com doenças crônicas e cobrou solução imediata do Governo do Estado para a regularização do fornecimento de medicamentos de alto custo no município.

 

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