120 famílias de Bragança terão ceia de Natal garantida, por meio de ação social

“Teremos uma ceia completa com carne, frango e panetone. Na minha mesa e da minha mãe”. A frase dita em forma de alívio, é de Viviane Thomaz. Mãe de dois filhos e que possui a guarda de outros três sobrinhos. Ao todo, são 8 pessoas em sua casa e mais 5 na da sua mãe que mora ao lado, no bairro do Maranata, em Bragança Paulista.

Se por um lado, a pandemia trouxe desemprego, miséria e até fome. Por outro, acabou despertando solidariedade e humanismo em muitas pessoas e empresas.

ECOA

O Espaço de Convivência e Aprendizado (ECOA) é uma instituição sem fins lucrativos, criada em novembro de 2007, que realiza diversos projetos focados no acolhimento afetivo e aprendizado de crianças e adolescentes, através de atividades que busquem o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.

A distribuição de alimentos, com caráter assistencialista não é o foco do trabalho da instituição, afirma Eledi Gonçalves, gestora do ECOA. Em entrevista ao Em Pauta, Eledi explicou que o ECOA atende de forma fixa 60 famílias dos bairros Toró, Torózinho, Maranata, Paturi, Penha e adjacências.

Estas famílias são selecionadas pelos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), da Prefeitura. Elas passam pelo processo de avaliação social, e, após aprovadas, são encaminhadas ao ECOA.

Todavia, por causa da pandemia, a entidade teve que se adaptar a situação e desde março, passou a distribuir cestas básicas. “Não era nosso procedimento padrão antes da pandemia. Está sendo uma situação emergencial”, afirmou Eledi.

“Nos distanciamos das crianças, por causa da pandemia, mas nos aproximamos das famílias. Abrimos portas para mais 60 famílias e atingimos cerca de 2 mil pessoas em Bragança Paulista”, contou.

MOVIMENTO ENERGIA DO BEM

A parceria entre Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Grupo Energisa junto a parceiros estratégicos, como o ECOA, promoveram ações emergenciais que ajudaram a superar a crise humanitária provocada pela pandemia em 11 estados onde atua.

De acordo com o Grupo Energisa, a empresa destinou R$ 8 milhões em diversas frentes de combate à pandemia de Covid-19, como doação e manutenção de ventiladores pulmonares, distribuição de máscaras para hospitais e comunidades indígenas, obras elétricas em unidades públicas de saúde, captação de recursos para assistência a idosos e apoio a pequenos artistas e empreendedores. Em Bragança Paulista, foram distribuídas mais de 350 cestas de alimentos nas três etapas da campanha.

“Estamos na reta final dessa parceria com a Unesco e também no fechamento de um ano em que o olhar ao próximo fez toda a diferença. É gratificante saber que nessa corrente do bem tivemos uma importante colaboração às famílias mais vulneráveis. Acredito que essa responsabilidade é de todos nós”, destaca Gabriel Alves Pereira Junior, diretor-presidente da Energisa Sul-Sudeste.

Já Thiago Peres, coordenador de projetos de eficiência energética da Energisa Sul-Sudeste, destaca a parceria em Bragança Paulista: “O ECOA desenvolve um projeto há anos com as famílias mais carentes da cidade. Pelo excelente trabalho desenvolvido, a UNESCO selecionou a entidade para participar do Movimento Energia do Bem. Neste momento de recessão econômica, devido a pandemia da COVID-19, essa parceria entre Energisa, UNESCO e ECOA levou para as famílias bragantinas alimentos, produtos de higiene pessoal e esperança de dias melhores”, disse.

As entregas as famílias bragantinas ocorreram em outubro, novembro e mais recentemente em 19 de dezembro. Somadas às ações realizadas pelo ECOA desde março, foram 13 entregas em 10 meses de pandemia, afirmou a representante da entidade local. Os alimentos distribuídos em Bragança foram adquiridos em estabelecimentos comerciais locais, contribuindo também com a economia da cidade.

“Temos esperança e uma confiança enorme nas pessoas. Não é só o ECOA, mas diversas entidades e empresas”, finalizou Eledi.

CEIA DE NATAL

Nesta noite de Natal, Viviane, lá do começo da reportagem estará ao lado dos filhos Davi, de 9 anos e Beatriz, de 7. E também dos sobrinhos Nicole, de 12 anos, Marcos, de 10 e Miguel, de 7 anos.
Sua mãe, de 70 anos, também assistida pelo ECOA, está acamada e não pode mais trabalhar como catadora de papel. Ela, desempregada, não conseguiria colocar comida de qualidade na mesa, sem este auxílio.

“Está ajudando em tudo. Não só em alimentação, em leite, mas principalmente no trabalho social e psicológico oferecido. Graças a Deus, em primeiro lugar e depois ao ECOA teremos uma ceia completa na minha mesa e na da minha mãe. As crianças estarão vestidas com as roupas e sapatos que ganhamos e somos uma família feliz, só tenho a agradecer”, afirmou à reportagem neste dia 24, véspera de Natal.

Esta é uma das dezenas ou centenas de ações que aconteceram neste Natal. E mostra que além de ações pontuais seja neste período de festas de final de ano ou de pandemia, a importância de políticas públicas voltadas as pessoas de maior vulnerabilidade social.

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