O procurado da Justiça, Ailton Luan Toledo Santos, de 24 anos morreu na tarde de hoje após resistir à prisão.

Ele resistiu e reagiu a ação da Guarda Civil Municipal, no bairro do Cruzeiro e foi baleado. O caso aconteceu na tarde desta quarta-feira, 23.

Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Luan, era procurado pela polícia pelo menos desde maio do ano passado.

A ocorrência

De acordo com o delegado Felipe Pellatari Beluzzo Gonçalves, tudo aconteceu quando os guardas estavam em patrulhamento pelo local e avistaram vários indivíduos em atitude suspeita.

Assim que perceberam a presença das motos da Equipe ROM (Rondas Ostensivas com Motocicletas) os suspeitos tentaram fugir.

Dois foram detidos, sendo um maior e um menor de idade.

Com o maior foram apreendidas 140 pedras de crack. Com o menor 108 pedras.

Luan chegou a invadir uma casa na tentativa de fuga.

Um guarda municipal foi atrás dele. Luan ainda tentou se esconder dentro de um armário de madeira. O guarda, no entanto, desconfiou que ele estava lá.

Luan sacou então um revólver de calibre 38, mas não teve tempo de atirar.

O Guarda Municipal agiu rápido e atirou, segundo o delegado, em legítima defesa. Os dois disparos atingiram o peito de Luan.

O rapaz ainda se levantou e tentou fugir, mas acabou caindo. Luan foi socorrido pelo SAMU, mas não resistiu e morreu.

Mandados de prisão contra Luan

Segundo o delegado de plantão havia pelo menos quatro mandados de prisão contra Luan.

Ele era acusado de um homicídio registrado em Bragança Paulista no dia 13 de janeiro de 2018.

Camila Aparecida Romão, de 36 anos foi assassinada em um bar no Parque Brasil durante aquela madrugada.O bar já estava fechado quando Luan teria entrado no local e cometido a execução, efetuando pelo menos 4 tiros. Um deles atingiu o pescoço da vítima, que morreu na hora.

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Segundo entrevista do delegado José Glauco Lobo Ferreira concedida, na época, à reportagem do Jornal Bragança Em Pauta, Camila Romão tinha passagens pela polícia. Quando começaram as investigações, diante destas informações, os policiais desconfiaram que o crime poderia estar relacionado ao tráfico de drogas.

Foi então que no dia 22 de fevereiro os policiais fizeram uma diligência na casa do acusado e lá apreenderam 9 kg de drogas e mais de 3,6 mil reais em dinheiro. Luan, no entanto, não foi detido.

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Acusado de atirar contra casa de GCM

Luan também é o principal suspeito de atirar contra a casa de um guarda municipal.Esta tentativa de homicídio contra o guarda foi registrada no dia 22 de abril de 2018.

Luan é acusado de atirar contra a casa do guarda em retaliação a morte de um jovem de 16 anos que ocorreu naquela data após um confronto com a PM.

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Contra Luan, segundo o delegado havia vários mandados de prisão em aberto, por tráfico, homicídio e tentativa de homicídio.

Até as 20h15 o caso ainda era registrado no Plantão Central.

O corpo de Luan foi recolhido ao IML para exames necessários. O revólver dele foi apreendido.

Como o guarda efetuou disparos, a arma dele também foi apreendida para realização de perícia, como de praxe.

As drogas foram apreendidas. O maior autuado em flagrante por tráfico e o menor apreendido.

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