Um caso ocorrido na última segunda-feira, 30, em uma escola em Brasília, envolvendo uma mulher que luta contra o  câncer e uma freira, diretora de uma escola, ganhou repercussão nacional e gerou a criação da campanha: “Agressivo é o preconceito”.

A freira e até então diretora do Colégio Notre Dame de Brasília, irmã Loiva Urban sugeriu que a mãe de uma menina em tratamento do câncer cobrisse a cabeça porque sua imagem era “agressiva a sociedade”, por estar careca, sem lenço ou peruca.

Carol Venâncio Duarte, mãe de uma aluna da escola, luta contra a doença e, por isso, perdeu todo o cabelo. A irmã dela,  relatou o caso nas redes sociais e o caso ganhou repercussão.

Segundo Camila Venâncio Duarte, o problema começou porque algumas crianças se afastaram da sobrinha, filha de Carol, por ter “nojo” da doença e ficarem assustadas com a aparência. Diante disso, a mãe da menina procurou a diretora, mas levou um susto. Assim que chegou, Loiva sugeriu que ela usasse peruca ou chapéu, porque a imagem dela era “agressiva à sociedade”.

Camila contou na sua publicação, no facebook que sem entender o ocorrido procurou a então diretora e além de confirmar o que disse, a mulher afirmou que a imagem de Carol assustava a todos.

Diante dos fatos a escola anunciou que a irmã Loiva foi exonerada do cargo e nesta sexta-feira, 3, as mulheres da ONG Vencedoras Unidas criaram a campanha “Agressivo é o Preconceito”.

Em apoio à Carol, elas publicaram em redes sociais diversas fotos em que aparecem carecas e sorrindo, com e sem lenço. “Ter câncer não é vergonhoso. Nossa imagem NÃO é agressiva. O que é agressivo é a forma como os pacientes oncológicos são tratados por pessoas que não sabem o que é respeitar o próximo! “, diz trecho da publicação do perfil @vencedorasunidas, no Instagram.