Hoje, dia 5 de fevereiro, completa 19 anos, que o aposentado Francisco Paulo de Oliveira, conhecido como Chicão da Italmagnésio foi assassinado em Bragança Paulista, com um tiro na cabeça. O crime aconteceu em um bar, de sua propriedade, na Avenida Alziro de Oliveira, nas proximidades da ponte do Rio Jaguari.

Acostumado a trabalhar durante toda a vida, o aposentado abriu o bar, para completar a renda familiar e também se divertir, fazendo o que gostava: jogar conversa fora com os amigos e cozinhar, algumas comidas nordestinas, que os clientes adoravam.

Até hoje, o homicídio não foi esclarecido pela polícia.

O aposentado foi encontrado por familiares, caído atrás do balcão.

Não havia ninguém no estabelecimento, mas como a televisão do bar estava ligada, bolas de bilhar estavam na mesa, como se alguém estivesse jogando no local quando o crime aconteceu, a família, acredita que testemunhas fugiram Chicão possuía certa quantia de dinheiro no bolso, não sendo possível dizer, se quem o matou levou dinheiro do caixa ou não.

A perícia e a polícia estiveram no local mas nenhum suspeito foi preso.

A família convive até hoje com a dor da perda e a sensação da impunidade, afinal  nunca a polícia esclareceu o crime, nem identificou o possível autor ou o porque do ocorrido.

Em 1999 foram registrados em Bragança Paulista 15 homicídios.

Crimes não esclarecidos

Desde maio de 2017,  o Instituto Sou da Paz e outras 21 organizações da sociedade civil latino americana lançaram a campanha “Instinto de Vida”  que tem como objetivo  à redução dos homicídios dolosos em 50% em sete países até 2027: Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Venezuela.

Em Bragança Paulista, na contramão desta redução em 2017 houve aumento no número de caso de homicídios se compararmos com 2016. Em 2016 foram 7 homicídios contra 11 em 2017, alguns deles inclusive aguardam esclarecimento também.

Um dos casos de homicídio do ano passado, foi o assassinato de Sandro Henrique Cândido Leonardi, de 33 anos. O caso foi esclarecido, porque ele foi assassinado pelo próprio irmão, Sérgio Leonardi, de 34 anos que teve a prisão decretada, dias depois do crime, mas ainda está foragido da Justiça.

Sérgio é acusado de matar o irmão  na noite do dia 8 de dezembro, na casa da família, na Rua Sebastião Cícero Franco, no Parque Brasil.

Neste ano de 2018, já são dois casos de homicídios,  registrados. As vítimas: duas mulheres.

Apenas um dos crimes foi esclarecido. Ana Caroline de Moura Martins  de 22 anos, foi assassinada no bairro Araras dos Pereiras, no dia 15 de janeiro. O ex-marido foi quem a matou e foi encontrado morto no dia seguinte, cumprindo o que ele tinha prometido no Natal: oportunidade em que disse que iria matá-la e depois se matar. 

O outro caso, o assassinado de Camila Romão, ocorrido no dia 13 de janeiro, em um bar, no Parque Brasil, continua, sem esclarecimento.

Segundo dados do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP), do Ministério da Justiça, boa parte das mortes violentas esclarecidas no país se trata justamente de crimes em contextos domésticos entre casais ou que antecederam prisões em flagrante, em geral envolvendo pessoas próximas e mais simples de investigar.

Outros crimes, como é caso, do assassinato do Chicão da Italmagnésio, tem os processos arquivados, sem qualquer solução.

Diante deste quadro, o Instituto Sou da Paz, sugeriu inclusive a criação de um Indicador Nacional de Investigação de Homicídios que permita mensurar com segurança o desempenho das investigações criminais em cada estado.

Segundo estudo divulgado pelo instituto, a maioria dos estados, sequer  sabe quantos casos de homicídio são investigados e solucionados por ano.

Entre os meses de maio e junho do ano passado, a entidade pediu dados para os governos estaduais e para os Ministérios Públicos dos 27 estados da federação e apenas conseguiu calcular um índice de esclarecimento de homicídios nos estados do Pará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Em São Paulo, segundo o levantamento, apenas 38,6% dos assassinatos geraram denúncias criminais. Confira dados deste estudo http://www.soudapaz.org/upload/pdf/index_isdp_web.pdf

 

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