Aumento da COVID-19: Atibaia e Itatiba são monitoradas pelo Estado

Foto: Governo do Estado de São Paulo

O governador João Doria que na segunda-feira, 30, classificou todo o Estado na Fase Amarela do Plano São Paulo de retomada, se reuniu na terça-feira,1º, por  videoconferência com prefeitos de 62 cidades que, de acordo com o Estado, merecem especial atenção após aumento de casos e internações por COVID-19.

Na Região Bragantina, aliás, duas cidades estão na lista: Atibaia e Itatiba.

Durante a reunião, o Estado pediu a ampliação de testagem, bem como o rastreamento de casos confirmados e suspeitos. Além disso reforçou a importância do uso obrigatório de máscaras e fiscalização rigorosa contra aglomerações e festas clandestinas.

Atibaia em números

Atibaia tem o total de 2.706 casos confirmados de COVID-19, desde o início da pandemia. Foram registrados no município 66 mortes confirmadas da doença, bem como cinco seguem em investigação. As internações que chegaram a ultrapassar a marca de 40 durante o pico da COVID-19 no município, no dia 10 de novembro caiu para apenas 6 pacientes internados.

O alívio nos hospitais, no entanto, durou pouco. Ontem, de acordo com boletim da Prefeitura de Atibaia, havia 27 pacientes internados.

O prefeito Saulo Pedroso divulgou trecho da reunião em suas redes sociais. Na oportunidade, ele ressaltou que solicitou a contratação de mais leitos de UTI para a região. “A taxa de ocupação aumentou, porque diminuiu o número de leitos contratados. Precisamos voltar a ter 40 leitos de UTI atendendo a região para aumentarmos a nossa capacidade de atendimento regional”, disse Saulo.

Até o dia 30, a região contava com 30 leitos de UTI SUS regionais disponíveis para tratamento de COVID-19. Ontem, a Secretaria de Saúde de Bragança Paulista, informou que agora são 18 leitos disponíveis e que a taxa de ocupação é de 77%.

A cidade de Itatiba, que também está na lista tem 2277 casos confirmados de COVID-19 desde o início da pandemia. Além disso, 39 óbitos foram confirmados e 11 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação da doença.

Colaboração

A reunião com os prefeitos e o governador também teve a participação do Vice-Governador Rodrigo Garcia e dos Secretários de Estado Jean Gorinchteyn (Saúde), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Patricia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Flavio Amary (Habitação).

Para o Governador, a colaboração dos prefeitos é fundamental para que o Plano São Paulo de controle da pandemia e flexibilização de atividades permita novas progressões em janeiro.

“Em nome da preservação da vida, vamos precisar muito da cooperação de todos assim como já obtivemos ao longo dos meses, mas especialmente neste final do ano. Reconhecemos que as pessoas estão cansadas dado o longo período dessa pandemia. Mas, até a chegada da imunização com as vacinas, não temos outra arma senão a proteção com máscaras, uso de álcool em gel e higienização das mãos, com distanciamento social e evitar aglomeração de pessoas”, declarou Doria.

Testes

O Secretário de Saúde explicou aos prefeitos que a ampliação das taxas de testagem é uma arma para monitoramento e controle da pandemia. Diagnósticos positivos precisam ser acompanhados de rastreamento das pessoas que tiveram contato com o paciente, mesmo que estejam assintomáticas.

“Temos que testar os pacientes que têm pouco sintomas, como dor de garganta, nariz entupido e febre. E todas as pessoas que estiverem no entorno, os contactantes também devem ser monitorados do ponto de vista clínico e, se necessário, a testagem. Testar de forma precoce e isolar os pacientes é controlar a disseminação do vírus na nossa população”, disse Gorinchteyn.

Em outra frente, o Secretário de Desenvolvimento Regional pediu que as Guardas Civis e a Vigilância Sanitária dos municípios sejam rígidos para coibir aglomerações em ambientes públicos e privados. A solicitação foi reforçada pelo Vice-Governador, uma vez que eventos irregulares e desrespeito às normas de distanciamento social podem ter facilitado a reaceleração do contágio entre jovens e adultos.

Os municípios na lista de atenção, possuem mais de 70 mil habitantes e apresentam, segundo a atualização mais recente do Plano São Paulo, ocupação média de leitos acima de 75% ou aumento de internações em mais de 10%, na comparação dos últimos sete dias com o mesmo período anterior.

As cidades monitoradas são:

1. Americana
2. Araraquara
3. Araras
4. Arujá
5. Atibaia
6. Barretos
7. Barueri
8. Bauru
9. Bebedouro
10. Caçapava
11. Caieiras
12. Caraguatatuba
13. Carapicuíba
14. Catanduva
15. Cosmópolis
16. Cubatão
17. Diadema
18. Embu das Artes
19. Ferraz de Vasconcelos
20. Franca
21. Francisco Morato
22. Franco da Rocha
23. Guaratinguetá
24. Guarujá
25. Guarulhos
26. Indaiatuba
27. Itanhaém
28. Itapecerica da Serra
29. Itapetininga
30. Itapeva
31. Itapevi
32. Itapira
33. Itaquaquecetuba
34. Itatiba
35. Jaboticabal
36. Jacareí
37. Jandira
38. Leme
39. Lins
40. Mairiporã
41. Marília
42. Mogi das Cruzes
43. Mogi Guaçu
44. Ourinhos
45. Paulínia
46. Pindamonhangaba
47. Piracicaba
48. Poá
49. Presidente Prudente
50. Ribeirão Pires
51. Salto
52. Santa Bárbara d’Oeste
53. Santana de Parnaíba
54. São Carlos
55. São José dos Campos
56. Sorocaba
57. Sumaré
58. Suzano
59. Taubaté
60. Ubatuba
61. Valinhos
62. Votorantim

 

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