Na tarde de terça-feira os vereadores Miguel Lopes, Mário B Silva, Gabriel, Gi Borboleta, Dito do Ônibus, Luis Sperendio, Léo do Toró, Jorge do Proerd, Paulo Mário, Natanael Ananias e Bugalu votaram a favor da manutenção do aumento de 67% no salário dos vereadores. O aumento é válido a partir de janeiro de 2017.

Os vereadores Padre Juzemildo, Marcus Valle, Quique Brown, Rita Valle, Fabiana Alessandri, Rafael Oliveira e Valdo Rodrigues, votaram pela revogação do aumento.

Com isto, os vereadores que forem reeleitos ou eleitos em outubro passarão a receber um salário de R$ 11.927,00.

A sessão foi tumultuada. Gritos de guerra, vaias, aplausos. O que mais chamou a atenção de quem estava presente e também de quem assistiu a sessão pela internet e pela TV, foram gritos de apoio ao aumento, o que não era esperado já que pelas manifestações nas redes sociais, por exemplo, é fácil notar o descontentamento da população.

Muitos leitores nos questionaram inclusive, quem estava apoiando o aumento, se eram familiares e assessores dos vereadores favoráveis ao projeto ou pessoas pagas para isto. A pergunta, entretanto, fica no ar.

Se na plateia o clima era quente e parecia final de Copa do Mundo entre Argentina e Brasil, no plenário não era diferente: o clima era pesado e tenso, com direito a troca de acusações e ofensas.

juzemildoDe um lado os vereadores que estavam contra o aumento e do outro os favoráveis ao aumento de 67%.

Após o presidente Tião do Fórum, colocar em votação o projeto, o vereador Juzemildo solicitou a anulação da sessão, alegando que o vereador Mário B. Silva, teria votado no lugar do vereador Dito do Ônibus.  Escute o áudio.

 


MÁRIOO vereador Mário B. Silva negou o fato e solicitou a abertura de um processo de decoro contra o padre.

“Eu quero que abra um processo de decoro contra o Padre Juzemildo, que nem a igreja quer ele. Isto é mentira padre. O senhor deveria ter vergonha na sua cara. O senhor está perdendo e não consegue aguentar a derrota”, afirmou Mário B. Silva.

Confira o áudio com o trecho da gravação com a defesa de Mário B. Silva.

Vale lembrar também, que durante entrevista à rádio Bragança AM, na segunda-feira, dia 9, véspera da votação, o Padre Juzemildo, informou que vinha conversando também com o prefeito Fernão Dias para que o mesmo revogasse o aumento do próximo prefeito ou prefeita, vice e secretários. A pergunta que fica agora, com mais esta derrota de sua bancada na Câmara Municipal qual será a postura do prefeito com relação ao assunto.

ENTENDA O CASO DO AUMENTO

Na última sessão ordinária de 2015, os vereadores aprovaram o aumento não só para beneficiar os próprios vereadores, mas também concedendo aumento para o futuro prefeito ou prefeita, vice e secretários.

O prefeito ou prefeita de Bragança Paulista terá, em 2017, salário de R$ 27.010,40 enquanto o vice receberá R$ 12.012.68, mesmo salário que será pago aos secretários municipais.

Na época, todos os vereadores, com exceção de Marcus Valle, votaram a favor do projeto.

O aumento e a postura dos vereadores, gerou indignação, e um grupo de pessoas criou um grupo no facebook, a fim de organizar o movimento para colher assinaturas contra o aumento. Centenas de assinaturas já foram colhidas e segundo os organizadores continuarão sendo colhidas, inclusive durante o período eleitoral, a fim de derrubar o aumento.

Se você não concorda com o aumento e quiser participar do grupo no facebook basta acessar: https://www.facebook.com/Contra-o-aumento-do-sal%C3%A1rio-dos-Vereadores-de-Bragan%C3%A7a-1536195383371723/?fref=ts.

A decisão de parte dos vereadores em voltar atrás com relação ao aumento, só aconteceu quando o prefeito Fernão Dias, não concedeu nenhum reajuste salarial aos funcionários públicos municipais e o vereador Juzemildo, decidiu tentar reverter o aumento.

Ação parecida, aconteceu na cidade vizinha de Piracaia, mas lá com a pressão população os vereadores, acabaram cedendo e cancelando o aumento.

O que você acha do aumento salarial dos vereadores? Deixe a sua opinião.