O deputado Edmir Chedid divulgou através de sua assessoria na terça-feira, dia 19. que começará a colher assinaturas na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) com a finalidade de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as atividades de Organizações Sociais (OSs) que administram unidades públicas municipais e estaduais de saúde.

Edmir Chedid foi citado em gravações entre Fernando Vítor Nogueira Franco, da Organização Social Vitale  Saúde e um empresário que queria vencer licitação do AME de Amparo. 

Na gravação, conforme matéria publicada em primeira mão pelo Bragança Em Pauta, no dia 11 de dezembro, Fernando Vitale, diz que Edmir Chedid é dono da região e acusa o deputado de cobrar “pedágio”.

Para protocolar o pedido de CPI no Poder Legislativo, a assessoria do deputado informa que são necessárias 32 assinaturas ou 1/3 do número total de parlamentares. “A iniciativa foi motivada pelas denúncias apresentadas pelo Ministério Público (MP/SP) que envolvem nomes de parlamentares e prefeitos como responsáveis pela liberação de contratos em determinadas regiões do Estado”, comentou Edmir Chedid.

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De acordo com o parlamentar, mesmo com a obtenção do número necessário para a abertura da CPI, a atividade deverá ser executada pela Alesp somente a partir da volta do recesso de início de ano, que deverá ocorrer em fevereiro. “As assinaturas, no entanto, garantirão que o processo seja discutido rapidamente pelo Poder Legislativo já no início do próximo ano”, disse.

As primeiras assinaturas deverão ser colhidas entre os deputados que integram o Partido Democratas – Aldo Demarchi, André Soares, Cezinha de Madureira, Estevam Galvão (2º Secretário), Gil Lancaster, Milton Leite Filho, Rodrigo Moraes e Rogério Nogueira (líder do partido na Alesp). “Acredito que terei o número necessário até o encerramento das atividades deste ano”, concluiu.

Fernando Vitor é um dos seis empresários investigados e presos durante a “Operação Ouro Verde”, desencadeada pelo Ministério Público e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, no dia 30 de novembro.

Segundo o relatório de investigação do MP, ao qual o jornal on line Bragança Em Pauta, teve acesso na íntegra, Fernando Vítor seria o “lobista do grupo” e tem ligações com a Organização Social Reviva Saúde, que desde o mês de setembro é responsável em Bragança Paulista pela administração das unidades básicas de saúde do município, responsável também de forma emergencial pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. (SAMU).

Embora, em nota, a Reviva negue a participação de Fernando Vítor na entidade, o mesmo esteve inclusive em Bragança Paulista, participando da solenidade de assinatura de contrato com a Prefeitura como mostra a foto e se apresentou na oportunidade, como integrante da equipe que estava assumindo.

Em nota divulgada quando a gravação veio a público o deputado estadual disse:“Fui citado injustamente numa conversa telefônica, apenas citado. E isso não significa que esteja sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo”, comentou.

 

 

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