O Coletivo Feminista Rosa Não Cala realizará no próximo dia 16 de julho, às 9h, na Praça Raul Leme, um manifesto de repúdio contra o folhetim “Joaninhas do Toró”.

Esta será o segundo ato do coletivo, criado no último dia 12 de junho, que tem como objetivo defender os direitos das mulheres,

Na tarde de terça-feira, dia 5, a reportagem do Bragança em Pauta, se reuniu com diversas representantes do Coletivo Rosa Não Cala.

Durante um bate papo realizado no Jardim Público, as garotas informaram que em sua maioria, não se conheciam e que tudo começou com troca de mensagens pelo WhatsApp.

Primeiro elas montaram um grupo no WhatsApp para debater as questões feministas, depois criaram um grupo fechado no facebook. Como uma foi espalhando para outras sobre o fato, optaram então por criar uma página no facebook, que já conta com mais de 700 curtidas. (https://www.facebook.com/rosanaocala/?fref=ts).

Muitas, segundo elas, não conheciam o folhetim, Joaninhas do Toró, mas assim que leram alguns exemplares, ficaram indignadas e decidiram por realizar o manifesto.

Além de repudiar o que o autor João Batista da Silva escreve, elas pretendem protestar também contra as empresas e pessoas que financiam o folhetim. “Ele não pode ser chamado nem de redator porque aquilo lá está cheio de erros de português. Faz apologia ao estupro, a violência contra a mulher, a pedofilia”, afirmam.

Elas ressaltam que o que Joaninhas do Toró  publica não é piada e sim crime e não se conformam que existem empresas locais que patrocinam o folhetim, que circula principalmente nos meios políticos da cidade, sendo distribuído nos próprios públicos.

Joaninhas do Toró é defensor da administração do prefeito Fernão Dias e em alguns de seus exemplares inclusive elogia a primeira dama Rosângela Leme. Na administração de João Afonso Sólis (Jango), entretanto, a primeira dama Kátia Sólis, era alvo de pesadas críticas do folhetim, que existia na época na internet.

A primeira  ação concreta do Coletivo Rosa Não Cala foi realizada no dia 30 de junho. Na oportunidade elas panfletaram nas proximidades de uma escola a fim de conscientizar alunos e pais sobre assédio à professoras.

A ação aconteceu depois que um aluno tirou fotos do corpo de uma professora e as divulgou para colegas.

As integrantes do coletivo ficaram revoltadas com o ato e também com a posição da direção da escola. Segundo elas, a diretora apenas conversou com os alunos informalmente, alegando que aquilo não teria sido assédio.

Elas, relataram entretanto que o caso foi extremamente constrangedor para a professora, que diante de tudo isto, acabou pedindo a conta e que diante disto não podiam se calar e então distribuíram mais de 700 panfletos nas proximidades da escola.

O grupo é composto por meninas e mulheres que têm idades que variam de 14 a 44 anos. Não há uma presidente ou coordenadora.

Todas participam das decisões e discussões, sendo que segundo elas, a meta do grupo é atingir principalmente a periferia, atingir as minorias e dar voz as mulheres.

Elas disseram que estão a disposição das mulheres que sofrem de algum tipo de violência, seja sexual, moral ou física e que aguardam retorno da Prefeitura, sobre a implantação da Coordenadoria de Defesa das Mulheres e suas ações. Segundo elas, o contato foi efetuado há cerca de duas semanas, mas não obtiveram retorno.