As inúmeras opções de ovos de Páscoa com temas infantis são grandes atrativos para o consumo de chocolate entre as crianças. Como controlar o consumo de chocolate nesta época de Páscoa?

Mesmo que somente neste período, a ingestão do produto pelos pequenos tem a capacidade de mudar a rotina alimentar.

De acordo com a nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Patrícia Citelli Berger, o paladar pode se acostumar com o doce do açúcar e dificultar o controle posteriormente.

“O chocolate possui polifenóis, substâncias que aumentam a produção de serotonina – o hormônio relacionado ao bem-estar. Sendo assim, depois de passar vários dias comendo, mesmo que pequenas porções, será uma tarefa árdua tentar fazer a criança entender que ela não deve comer chocolate diariamente”, explica.

Como forma de evitar essa tentação, a dica é apostar na educação alimentar com pouca sacarose. Patrícia Citelli Berger analisa que, apenas quando o consumo de doces não é habitual, é possível torná-los menos atrativos.

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“Uma forma de minimizar a situação é orientar as crianças sobre porções restritas de consumo esporadicamente. Adicionado ao fato de não comerem sempre o doce, ficarão satisfeitas com as pequenas quantidades e, por vezes, chegam a recusar”, complementa.

As pequenas porções, citadas pela nutricionista, correspondem a 15g por dia, equivalente a dois quadrados de uma barra de chocolate.

Será que é possível fazer este controle?

A especialista pontua, porém, que o consumo deve ser realizado somente por crianças a partir de dois anos, a fim de evitar consequências ao organismo.

Ou seja, se você tem um bebê de até 2 anos não ofereça chocolate para eles e se ganhar, dos avós, padrinhos, tios, já avise que quem vai comer são os adultos da casa. Só tome cuidado então, para você não extrapolar os limites.

“O consumo só é indicado após os dois anos, pois neste período a criança ainda está suscetível a desenvolver reações alérgicas. Pelo fato do chocolate possuir em sua composição leite e estimulantes, como a cafeína, recomenda-se evitar a ingestão do alimento”, reforça.

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