Foto: Celular do homem assassinado estava há poucos metros do seu corpo. Havia sangue no chão.

 

Bragança Paulista amanheceu chocada com o crime que aconteceu na noite de sexta-feira, dia 1 º de dezembro, no Bairro Estiva do Agudo, na Zona Rural do município. (https://bragancaempauta.com.br/briga-de-familia-termina-em-homicidio-no-estiva-do-agudos/)

O caso ainda será melhor apurado através de inquérito policial, mas conforme os levantamentos preliminares, um garoto de 15 anos, para se defender e defender a mãe, matou o pai Édison da Rosa, de 46 anos, que estava visivelmente embriagado.

Crimes, envolvendo família, realmente tendem a ter grande repercussão, ainda mais quando trata-se de filhos, assassinando um dos genitores ou vice-versa.

Para a psicóloga e sexóloga, Luciana de Moreschi, do portal Sexologar, que no seu dia a dia, lida com casais das mais diferentes idades e classes sociais, em busca de auxílio para melhorar o relacionamento, e de mulheres, que buscam ajuda para reconstruir suas vidas, este crime, é um alerta para que a sociedade discuta ainda mais a questão da violência contra a mulher.

“A necessidade de olhar para violência doméstica só aumenta. Este é um caso extremo, mas não é único, não é isolado e cada vez mais este tipo de acontecimento esta ficando mais presente na vida da gente”, disse.

Edison da Rosa, segundo o relatado pelo garoto e pela mãe, teria chego em casa totalmente alterado e agressivo. Após jogar algumas coisas no chão, teria se armado com facas e partido para cima da mulher. O filho interviu e acabou cometendo o crime.

O corpo de Edson da Rosa está sendo velado no Cemitério da Saudades e será sepultado as 17h.

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Entre os casos mais famosos de crime de filhos contra pais, está o Caso Richthofen, ocorrido em 2002. O casal Manfred e Marísia von Richthofen, foram assassinados pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos a mando da filha do casal Suzane von Richthofen.

A realidade dos crimes é  bem diferente mas demonstra que não importa as classes sociais, é preciso um trabalho de resgate e valorização da instituição família para que crimes como estes não aconteçam.

“Estes são crimes que a polícia pouco tem o que fazer para impedir. São problemas, geralmente, de estrutura familiar e cada caso tem que ser analisado profundamente, não só no calor do momento. Casos que deixam sequelas familiares por gerações”, ressalta a psicóloga.

Um outro crime familiar que chocou a região, aconteceu no ano passado,  em Pedra Bela. Dois irmãos, brigaram com familiares por causa de uma estrada de servidão. Relembre:  https://bragancaempauta.com.br/briga-de-familia-termina-em-homicidio-em-pedra-bela/

1 comentário

  1. Se o garoto matou o pai pra defender a mãe, deveria ser absolvido por legitima defesa, pois o que mais vemos hoje em dia é a violencia contra a mulher ser considerada pela justiça como algo menor, ou seja deixa rolar porque deve gostar de apanhar, até o momento em que o agressor consegue chegar ao assassinato, devido a certeza da impunidade. Coitado desse garoto pois deve ter sofrido muito dentro de casa pra chegar a um extremo desses.

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