Aos 44 anos, o advogado Rodrigo Pires PImentel é pré-candidato a prefeito de Bragança Paulista, pelo PRB, partido, entre outros de Celso Russomano.
Rodrigo Pires Pimentel é da 9ª geração da família Pires Pimentel, ou seja, descendente de Ignácia Pires Pimentel e Antonio Pires Pimentel, fundadores de Bragança Paulista.
“Como mais bragantino do que todos os bragantinos. Eu me cobro e tenho obrigação de fazer alguma coisa pela cidade. Bragança precisa de planejamento na área de Mobilidade Urbana, Iluminação Pública, Segurança, Indústrias, Emprego, Esporte e Lazer, Turismo. Tem muita coisa a ser feita pela cidade”.
O advogado é o terceiro entrevistado pela reportagem do Bragança Em Pauta, na série de entrevistas que tem como objetivo apresentar ao eleitor, quem são as pessoas que pretendem se candidatar ao cargo de prefeito em 2016.
“Sempre gostei de política, sempre me interessei. E acho que deve ser uma coisa que a gente deve buscar: ajudar a população. Tem muita coisa faltando na cidade”.
Ele foi candidato a vereador em 1996 pelo PSC. Na época não foi eleito e desde então não se candidatou mais.
“Sempre participei dos bastidores e há três anos conversei com um grupo de pessoas e desde então comecei a correr, ver partido e assumi a presidência do PRB e já no ano passado, lancei a minha pré-candidatura”.
O pré-candidato, disse que pelo fato de ser descendente dos fundadores da cidade ele mesmo se cobrou para ser candidato diante da situação que o município vive atualmente.
“Bragança tem uma história na região que precisa ser resgatada, foi esquecida no tempo”
Ele classificou a política desenvolvida há alguns anos no município como política bairrista.
“Fazem uma política bairrista e se esquecem de fazer uma política mais arrojada, com investimentos para o futuro”
O pré-candidato acredita que Bragança Paulista precisa de mais investimentos na juventude, atração de indústrias  e investimentos em saúde.
Questionado sobre as administrações anteriores ele disse que em sua opinião falta gestão pública.
“O que falta em Bragança é uma estratégia preventiva e ostensiva de gestão pública, planejamento da cidade. O problema, muitas vezes, e eu acho delicado isto, é você querer chegar ao poder a qualquer custo e ai você fica engessado sem trabalhar”.
Pires Pimentel ainda disse que em seu ponto de vista, uma administração deve ser feita para o povo.
 “Política deve ser feita para o povo e não para um grupo que assume o poder. Isto deve acontecer tanto no Executivo quanto no Legislativo. Tem que ter comprometimento social”.
O pré-candidato disse ainda que não classifica como uma era a alternância de poder entre Jesus Chedid e José de Lima, rompida em 2005.
“Eu não vejo como a era Chedid e Lima. O que eu vejo entre Chedid e José de Lima é que faltava um terceiro nome, faltava um opção para concorrer, para disputar, com base e com estrutura”.
Rodrigo disse ainda durante a entrevista, que ele e seu partido estão justamente se estruturando, com calma.
“Nosso objetivo, e até proposta, não é falar A não fez, B não fez, C não sabe fazer. Eu acho que chega daquela política de ficar apontando erros. Vamos procurar solução para os problemas. É isto que Bragança precisa” disse.
O pré-candidato disse que de nada adianta ficar brigando, questionando porque os administradores anteriores não fizeram isto ou aquilo.
“Fica aquela guerra, aquela briga e nada se resolve. Se você tem um problema, independente se o gestor público é do grupo A, do grupo B, ou do grupo C, a obrigação dele é resolver, trabalhar para todos e não para alguns”.
O advogado disse que os outros candidatos que já se apresentaram como pré-candidatos a prefeito em 2016 como Jango e Jesus Chedid já tiveram oportunidade de mostrar quem são e o que fazem. “Minha pré-candidatura dá para a população, para a cidade, a possibilidade de um novo nome, um novo grupo. Abre possibilidade de um novo grupo a fim de governar a cidade”, disse.
Pires Pimentel, afirmou que caso sua candidatura se concretize, e ele seja eleito, precisará focar sua administração em duas questões: como solucionar os problemas emergentes e como preparar a cidade a médio prazo, para 30 anos.
“A cidade está crescendo, tem muito condomínio, impermeabilização de solo, enchente acontecendo em um lugar e no outro. É muita coisa que temos que fazer”, disse.
 O pré-candidato relatou também em como pretender administrar a Prefeitura.
“A nossa intenção é de não termos um político profissional. Nosso foco é profissionalizar a política com gente técnica. Técnica que eu falo é o seguinte: com conhecimento em gestão pública, porque quem é da iniciativa privada, muitas vezes na gestão pública não sabe desenvolver porque a burocracia é um outro universo, um outro mundo”.
Ainda com referência ao serviço público, ele disse que é necessário valorizar o funcionário de carreira.
” Você valorizando estas pessoas, que são as pessoas que realmente carregam e fazem o município rodar e andar, você dando condições de emprego e salário para eles já reflete na Educação, já reflete uma melhora tanto na parte de Saúde, Segurança, a  parte de controle e conservação do município. E por aí você vai adequando e melhorando. Tem muita coisa para fazer”.
O pré-candidato disse que ainda que um prefeito tem que saber ouvir e estar acessível à população.
“Criticas sempre vão ter. Em todo segmento vai ter. Não tem problema Estas coisas ocorrem porque é natural do ser humano. Você valorizando quem faz a máquina rodar com salário digno e respeito , boa parte dos problemas já começam a ser resolvidos”.
Sobre o posicionamento de parte da imprensa, com relação às duas últimas administrações e ataques que o novo prefeito também pode sofrer ele fez um desabafo.
“Usar  a mídia contra a gestão pública eu acho o maior erro que tem. Ao invés de você se unir e ajudar a resolver os problemas, que muitas vezes você pode ajudar porque tem estrutura nas mãos, você não faz, se cala e omite e usa depois isto contra seu adversário. Só que quem paga a conta é quem vota e precisa”
O pré-candidato acrescentou que as mudanças eleitorais não prejudicam sua candidatura, mesmo ele não sendo tão conhecido como os outros candidatos.
“Com o tempo reduzido você consegue fazer uma campanha muito mais direta com a população. Para que um período longo com alto custo? O importante é chegar para resolver e não assumir o poder a qualquer custo”
Sobre possíveis coligações ele disse que tem conversado com outros partidos.
“Quem quiser vir para somar, tem que ter comprometimento para fazer algo político para a cidade, ajudar a sociedade e não ter um espaço, um lugar ao sol. O que a gente quer é trabalhar e não apenas ficar inchando a máquina”.
O questionamos ainda se ele tem medo de perder o partido durante o jogo eleitoral já que isto durante outras eleições era prática comum, com partidos menores.
“Já foram atrás para tentar pegar o partido. Umas duas ou três tentativas, mas não conseguiram e destas tentativas que foram, com líderes do partido em ato contínuo eles me ligaram e disseram que foi. Então sei com quem posso lidar”.
Durante a entrevista o pré-candidato falou também sobre alguns assuntos pontuais como tarifa de transporte coletivo e radares.
“Eu acho que se houver um pouco mais de conscientização e senso de responsabilidade de quem sem locomove não haveria tanta necessidade de radares. O objetivo do radar não é simplesmente penalizar é educar”.
Diante da crise política pela qual o país passa, o advogado disse que espera que as leis prevaleçam e que sabe que muita gente deixará de votar porque se sente insatisfeito.
“Há por parte das pessoas uma sensação de impunidade, mas a lei deve sempre prevalecer porque ela mantém a ordem e conserva o estado democrático de direito.
Disse também que entende que, a partir do momento que é eleito, independente da quantia dos votos, o prefeito tem que trabalhar para 100% da população e não para poucos.
Sobre o transporte coletivo prestado atualmente no município, o pré-candidato disse que é necessário aumento na frota e que o custo da passagem tem que ser analisado. para ver se o que está sendo pago corresponde ao serviço que esta sendo prestado. “Tudo sobe, o salário das pessoas não sobe e o eleitor não é que nem antigamente e fica calado. As pessoas tem realmente que falar o que sente, mas com conhecimento de causa e base. É preciso ter cuidado para não ficar sendo usado por grupos que tem interesse de expor as pessoas e se preservar”.
.O pré-candidato falou também obre a urgência da elaboração de um Plano de Mobilidade, que é necessário investimentos em juventude.
“Bragança precisa de escolas creches em período integral. Falta em Bragança uma valorização e reconhecimento também ao terceiro setor”
Durante a entrevista , Pires Pimentel disse que um prefeito tem que conversar muito com a Câmara e trabalhar em parceria pelo bem comum.
“Tem que existir um pacto de cordialidade e respeito entre o Executivo e Legislativo”,
Rodrigo Pires Pimentel ressaltou que pretende manter bons projetos mesmo que criados por administradores anteriores. “Tirar algo só porque não fui eu que fiz  é um grande erro. O que for viável vai continuar e tem que continuar e vai ser aprimorado”.
Para finalizar a entrevista ele disse que acredita que sua candidatura, caso seja confirmada é um diferencial.
“O Jango já tinha uma história politica, era vereador. O Fernão não tinha história polítIca, mas por trás dele tinha o partido, o governo federal com toda máquina nas mãos.Somos um grupo novo e a nossa proposta é de reestruturar e resgatar a cidade”.