O deputado Estadual Edmir Chedid é acusado de abrigar e manter na Assembléia o servidor comissionado André Pinto Nogueira que foi condenado pela Justiça por ter recebido  R$ 858 mil pelo fornecimento de capacetes e escudos que deveriam ser entregues para a 11.ª Brigada de Infantaria Leve, em Campinas, em 2004, e que não aconteceu.

Segundo informações publicadas pelo jornal o Estado de São Paulo, Nogueira está há 11 anos na Assembleia Legislativa e está na liderança do DEM sendo apadrinhado pelo segundo secretário da Casa, Edmir Chedid.

Nogueira tem um salário de R$ 14.976,95 e, segundo o publicado pelo jornal, em sua sentença há a determinação de que ele faça o pagamento de multa equivalente ao valor do dano bem e fique  proibido de ser contratado pelo poder público.

Ainda segundo a reportagem, Nogueira é considerado influente entre os funcionários da Casa, que o consideram o “95.º deputado”. Ele também é investigado pelo Ministério Público por suspeita de cobrar pedágio de servidores e repassá-lo aos deputados do DEM Aldo Demarchi e Edmir Chedid.

Pedágio é quando um servidor recebe um salário, mas devolve parte dele aos deputados empregadores.

Ainda segundo a reportagem, os levantamentos foram feitos pela Rádio Estadão que apurou dez casos envolvendo funcionários que ocupam cargos de confiança comissionados e também concursados com base nas informações do Poder Judiciário de São Paulo e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ainda segundo a reportagem do Estadão o funcionário André Pinto Nogueira afirmou que desconhece a decisão judicial que impede sua contratação pela Assembleia Legislativa de São Paulo. Os deputados Edmir Chedid e Aldo Demarchi não teriam respondido à reportagem.

Matéria completa no site do Estadão: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,deputados-estaduais-abrigam-politicos-e-servidores-condenados-pela-justica,10000061978