Se em Bragança Paulista há grande expectativa da população a fim de saber quem assume a prefeitura em janeiro, imagina no município de Vargem, cidade que viveu sob tensão nos últimos 4 anos, já que teve prefeito e vice-prefeito cassados, eleições suplementares, muita briga judicial e pelos menos quatro prefeitos diferentes.

Quem aguardava que a indefinição com relação a Vargem chegasse ao fim, na noite desta quarta-feira, dia 15, já que o processo estava na pauta de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teve uma grande decepção.

O caso voltou praticamente a estaca zero.

Os ministros do TSE optaram por devolver o processo para o Tribunal Regional Eleitoral, em São Paulo, já que quando foi julgado o registro de candidatura a prefeito de Silas Marques da Rosa  faltava um membro da corte no julgamento.

Silas Marques foi eleito vereador de Vargem  em 2012, mas acabou assumindo a Prefeitura em setembro de 2015, depois de ter sido eleito prefeito durante eleições complementares realizadas devido a cassação do prefeito Aldo Moyses em 2014 e do vice Rafael Ferreira, em 2015.

Em junho deste ano, Silas Marques acabou voltando ao cargo de vereador, por causa de uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ-SP) favorável ao médico Rafael Ferreira, que anulou a eleição complementar.

Rafael Ferreira, chegou assumir a Prefeitura, mas depois renunciou ao cargo, e na linha sucessória, como vereador Silas Marques reassumiu a chefia do Executivo.

Como sua mãe, Benedita Auxiliadora Paes da Rosa foi prefeita de Vargem, entre 2009 e 2012, o juiz eleitoral de Vargem entendeu que este seria um terceiro mandato consecutivo da família e isto é proibido a fim de evitar perpetuação no poder.

Silas, obteve no dia 2 de outubro,  2.805 votos. Apesar de ter sido o mais votado, o resultado das eleições, assim como em Bragança Paulista não foi homologado.

Caso ele não consiga reverter a decisão, a cidade deve ter uma nova eleição para o Executivo.