Episódio da calcinha" deve ser discutido na Câmara Municipal

Hoje, 30, logo mais, a partir das 16h, a Câmara Municipal de Bragança Paulista realiza a primeira sessão ordinária após o lamentável “episódio da calcinha”, em que o vereador Ditinho Bueno foi flagrado cheirando uma lingerie vermelha supostamente comestível, durante a transmissão on-line de uma sessão.

Conforme apurado pelo Em Pauta, o suplente de vereador do PSC, Rivelino de Oliveira, chegou a ser exonerado na Prefeitura para poder participar da sessão, no lugar de Ditinho Bueno, já que o mesmo não poderá participar da votação sobre medidas contra ele mesmo.

O assunto foi tema de reportagens no mundo todo e de muitas discussões nos mais diversos setores da sociedade e deve estar entre os assunto discutidos nesta data.

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Pelo menos três pedidos de providências com relação a atitude foram protocolados na casa.

A Câmara Municipal de Bragança Paulista recebeu um pedido de cassação do mandato do vereador Ditinho Bueno do Asilo, na tarde de sexta-feira, 26, de autoria de Rogério Aparecido Lopes Moraes. Um dia antes, na quinta-feira 25, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher protocolou na Casa nota de repúdio e pedido de providências sobre o fato.

Ambos os pedidos devem ser analisados em plenário.

Batuque Raízes da Nega

Além destes dois pedidos, o Em Pauta apurou que o Coletivo Batuque Raízes da Nega também protocolou um documento na Câmara Municipal pedindo a cassação do vereador.

O grupo ressalta no documento que a postura do vereador “além de ser antiética e representar a total falta de decoro parlamentar, desrespeitando a população em geral, ainda é carregada de machismo, sexismo e misoginia, implicando em forte violência simbólica, não só contra a vereadora que detinha a palavra, mas sobretudo contra TODAS AS MULHERES”.

O coletivo ressalta que “o episódio é sério e muito grave, cabendo à Câmara Municipal de Vereadores/as de Bragança Paulista tomar as devidas medidas pertinentes, visando a apuração do fato e, ao final, sua condenação, com a cassação de seu mandato”.

No documento, elas ressaltam que “o ato do vereador, com o devido respeito, além de repugnante, é um ataque direto à participação das mulheres nos espaços democráticos em iguais condições aos homens”.

Acrescentam ainda que “deve-se recordar que todo o ato, desde a escolha do objeto (calcinha vermelha), a ação (cheirar a calcinha) e o momento em que ele fora realizado, isto é, durante a fala de uma mulher, reforçam, sem sombra de dúvidas, “padrões estereotipados de comportamento e costumes sociais e culturais baseados em conceitos de inferioridade ou subordinação” das mulheres.

 

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