As férias chegaram e o que a criançada mais quer é brincar, brincar e brincar.

Brincar é muito importante porque desenvolve a imaginação, a coordenação motora, sentidos e instintos, as todo cuidado na hora de escolher os brinquedos é pouco.

Você sabe se os brinquedos do seu filho ou filha são seguros?

Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) os brinquedos não devem ter pontas ou extremidades cortantes, bem como não deve possuir partes ou peças pequenas que possam se desprender com facilidade e provocar acidentes.

Os brinquedos também não podem ser fabricados ou pintados com material tóxico, uma vez que as crianças menores costumam colocá-los na boca ou até mesmo no nariz e nos ouvidos, aumentando a probabilidade de riscos de asfixia, inalação ou intoxicação, transformando diversão em  armadilhas e perigo.

Para garantir a segurança dos brinquedos, desde 1988, os mesmos passam por um processo de avaliação  conforme a Portaria Inmetro 177, que tornou compulsória a certificação de brinquedos fabricados e /ou comercializados no país.

Segundo o Inmetro, o processo de certificação propicia, com adequado grau de confiança, que o produto atende a requisitos mínimos de segurança, estabelecidos em uma norma ou regulamento técnico, o que é demonstrado através de ensaios em laboratórios competentes, conduzido por um certificador reconhecido pelo Inmetro. Entretanto, o fato do produto ter sua conformidade avaliada, não exime o fornecedor da responsabilidade pela sua qualidade.

Os produtos que levam o selo são periodicamente ensaiados por laboratórios acreditados e, se for comprovado que o fabricante desrespeitou a norma, seu certificado pode ser suspenso ou revogado. Em caso de reprovação nos ensaios, o brinquedo fica impedido de ser comercializado em todo o território nacional.

Vale lembrar ainda que  os produtos encontrados de forma irregular no mercado são interditados ou apreendidos cautelarmente, além de sujeitar os infratores às sanções previstas em lei.

Segundo dados do Inmetro, cerca de 8 milhões e 400 mil brinquedos são fiscalizados por ano, sendo encontradas 66 mil unidades com irregularidades, ou seja, sem o selo de identificação, que corresponde a 0,8% do total.

Então se você tem filho pequeno e vai comprar um brinquedo fique atento e siga as seguintes dicas:

  • Exija o selo de identificação da conformidade ou selo de certificação.
  • Não compre produtos no comércio informal pois, embora geralmente mais baratos, na quase totalidade dos casos são produtos irregulares, falsificados e, apenas como exemplo, podem conter substâncias tóxicas na sua composição.
  • Exija sempre a nota fiscal do estabelecimento onde comprou para que haja responsabilidade social em caso de acidente ou defeito no produto.
  • Antes de entregar os brinquedos às crianças, leia atentamente as instruções de uso, que orientam quanto ao uso seguro do produto. Cuidados especiais devem ser observados na retirada das embalagens, que podem ter grampos metálicos, papéis com tintas inadequadas,  etc.
  • Respeite a faixa etária recomendada para o produto. Peças pequenas, em especial, são muito perigosas se usadas por crianças com idades inadequadas. Cabe total atenção nos lares onde existam crianças com diferentes faixas etárias.

Na terça-feira, dia 28, a Polícia Rodoviária Federal em conjunto com a Polícia Civil de Atibaia esteve em um comércio atacadista de Atibaia, às margens da Rodovia Fernão Dias.

Também participaram da ação agentes da Receita Federal. O estabelecimento foi fechado temporiamente, por causa de suspeita de brinquedos fora do padrão, mas já foi reaberto.