Nesta terça-feira, 29, um total de 806 agentes públicos participaram da Operação Raio X, contra desvios na área da saúde. Na região, policiais civis estiveram em um alvo em Atibaia e outro em Bragança Paulista. Durante a ação foram empregados, 204 viaturas e dois helicópteros.

O nome dos alvos não foi divulgado pela polícia já que o caso continua em investigação.

A operação na região de Campinas, foi chefiada pelo coordenador da Unidade de Inteligência Policial do Deinter 2, Delegado Oswaldo Diez Filho.

De acordo com ele, investigações do Gaeco e da Polícia Civil apontaram fraudes em contratos. Em Campinas foi cumprido um mandado de prisão contra um advogado.

Uma pessoa também foi presa na cidade de Paulínia por porte de munição e acessórios de arma, sem autorização. Além disso, um avião foi apreendido em Jundiaí.

De acordo com o Ministério Público, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de São Paulo (Gaeco) e a Polícia Civil (DEINTER-10/DEIC/SECCOLD) a Operação Raio X, visa desmantelar um grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão em diversos municípios por meio de organizações sociais.

Em Bragança Paulista, o Em Pauta apurou que a operação teria ocorrido no Euroville. Já em Atibaia, a operação ocorreu no bairro Vila Thais. De acordo com o delegado Oswaldo Diez Filho ninguém foi preso. Foram apreendidos, no entanto, documentos e computadores.

A investigação, que conta com inquéritos policiais e civis instaurados, teve a duração de aproximadamente dois anos, período  em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

Operação em números

Ao todo foram expedidos 64 mandados de prisão temporária. Houve ainda a  emissão de 237 mandados de busca: 180 no Estado de São Paulo e 57 em outras unidades da Federação, além do sequestro de bens e valores. Ao todo, as autoridades apreenderam 20 veículos, três aeronaves e R$ 1,2 milhão em dinheiro.

Além de Bragança, Atibaia, Campinas e Jundiaí, as prisões e as buscas se deram em dezenas de municípios do Estado de São Paulo, dentre eles Penápolis, Araçatuba, Birigui, Osasco, Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Guapiara, Vargem Grande Paulista, Santos, Sorocaba, bem como em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Da mesma forma que a Polícia Civil também participaram da operação 30 promotores de Justiça e 10 agentes de promotoria.

De acordo com o Ministério Público a investigação aponta indícios de esquema de desvio de verba pública por meio da celebração de contratos de gestão entre organizações sociais e o Poder Público, em sua maioria, através de procedimentos licitatórios fraudulentos e contratos superfaturados.

No transcorrer da investigação, foram identificadas dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com sua colaboração na prática das infrações penais. De acordo com o apurado, houve a aquisição de grande quantidade de bens móveis e imóveis, sendo que parte da evolução patrimonial do grupo se deu justamente no período da pandemia.

A ação também esteve na Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e na Câmara Municipal da capital paulista. Um dos alvos fora do Estado de São Paulo foi o governador do Pará, Hélder Barbalho.

Foto: Ilustrativa

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