O professor Fred Zenorini e o advogado Tales Machado de Carvalho anunciaram nesta sexta feira, dia 4, o ingresso no PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).

Fred foi candidato a prefeito em Bragança Paulista em 2008 e 2012 pelo PSTU enquanto que Tales foi candidato a vice-prefeito em 2008 e fundador do PSTU no município, em 2000. 

Os dois deixaram o PSTU, em julho do ano passado, quando cerca de 700 militantes deixaram o partido ao mesmo tempo, em todo o país e criaram o #MAIS (Movimento por uma Alternativa independente e Socialista).

Comporemos o PSOL aqui em Bragança  para fortalecer também um polo em oposição de esquerda que é composto por ativistas independentes que querem uma alternativa ao governo Jesus Chedid “explicou Fred Zenorini.

Tales Machado, que é membro do #MAIS, disse que a entrada do PSOL fortalece a organização da esquerda “Hoje o PSOL é um importante polo de atração a nÍvel nacional para todos aqueles que se opõem ao governo Temer e que também não enxergam Lula e o PT como alternativa” afirmou Tales.

A decisão dois dois se deu após  o 1º Congresso Nacional do Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (#MAIS). Seus integrantes decidiram por entrar como tendência organizada no PSOL.

Segundo eles, a definição é fruto de um rico e democrático debate interno na organização. 

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Confira na íntegra a nota do #MAIS sobre a ida dos membros para o PSOL.

“Congresso do #MAIS aprova entrada no PSOL

O 1º Congresso Nacional do Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (#MAIS), realizado entre os dias 27 e 30 de julho, aprovou a entrada de nossa nova organização no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). A decisão foi resultado de um rico e democrático debate interno, que envolveu mais de 800 militantes em todo país.

Vivemos tempos desafiadores. A ofensiva da classe dominante sobre os trabalhadores e o povo brasileiros coloca, de modo incontornável, a tarefa da resistência unificada dos explorados e oprimidos. Sem a máxima unidade “dos de baixo” será impossível deter os ataques do andar de cima.

O impeachment orquestrado pela direita foi, antes de tudo, um golpe para destruir direitos históricos da classe trabalhadora. O #MAIS se somará ao PSOL para fortalecer a luta contra o ilegítimo governo Temer e suas contrarreformas, e por eleições diretas e gerais.

Mas há um sentido mais profundo em nossa decisão. É tempo de construir um novo caminho para a esquerda brasileira.

Os treze anos de governos de conciliação de classes do PT desaguaram, tragicamente, no golpe parlamentar. É preciso extrair lições dessa experiência. A opção pelo pacto com os grandes empresários e partidos da direita cobrou seu preço. Chegada a crise política e econômica, os velhos aliados da direita, como sempre fazem, traíram.

Mesmo assim, a direção do PT já deu incontáveis provas de que não aprendeu com os erros do passado. Como afirma Lula em seus discursos, o objetivo é repetir a mesma estratégia nas próximas eleições de 2018. É ilusório acreditar que o lulismo possa abraçar um programa e uma política consequentes de enfrentamento com os ricos e poderosos.

É tempo de dar passos em frente no processo de reorganização da esquerda brasileira. Nesse sentido, o PSOL apresenta-se como o principal e mais dinâmico partido independente do lulismo.

A tarefa é difícil e, ao mesmo tempo, desafiadora: reencantar os trabalhadores para enfrentar as amarras estruturais que prendem nosso povo à pobreza e à exploração. Em outras palavras, apresentar um programa que ouse afrontar os privilégios seculares de uma burguesia racista, corrupta e submissa ao imperialismo.

Assim, o #MAIS se somará ao PSOL para recuperar as ruas e o trabalho de base nas fábricas, periferias e locais de estudo enquanto espaços centrais de atuação política. Entramos no PSOL com nossas próprias ideias. Levaremos aos fóruns do partido nosso programa socialista e nossa estratégia revolucionária. Conformaremos uma Tendência Interna nos marcos dos estatutos do partido.

Queremos atuar ombro a ombro com todas e todos do PSOL, para que, em cada embate da luta de classes, possamos elaborar conjuntamente a melhor política para a libertação dos trabalhadores e trabalhadoras, negras e negros, LGBTs, juventude, indígenas, sem-terras, sem-tetos e quilombolas.

Não somos a única organização marxista no Brasil. É momento de estar mais perto do que longe, para que as divergências entre a esquerda socialista não ameacem a necessária unidade. Construir sínteses e convergências, sem prejuízo ao debate das diferenças. Esse é o desafio.

O processo de entrada do #MAIS no partido obedecerá a certas fases. Será uma construção que levará em conta as definições do PSOL, expressas no convite à nossa entrada, e também a discussão permanente com toda a nossa militância.

O #MAIS seguirá atuando com todo empenho na luta direta dos trabalhadores, da juventude e dos oprimidos. Nos movimentos sindicais, populares, identitários e estudantis, nossa organização seguirá levantando suas bandeiras e propostas.

Construindo também o PSOL, acreditamos ser possível dar uma contribuição superior à luta pela transformação socialista do Brasil.

Viva a luta da classe trabalhadora!

Viva o socialismo!

Coordenação Nacional do MAIS”