O atestado de óbito de Valdeci de Souza, de 48 anos, residente no Jardim Julieta Cristina, que faleceu na quarta-feira, dia 25, no Hospital Universitário, atesta que a a causa de sua morte foi “Meningite Pneumocócica”.

Segundo reportagem publicada pelo G1/Vanguarda,  a família acusa a “Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Vila David, de negligência  médica, pois a unidade não teria pedido o exame que comprovasse a doença.”

Valdeci chegou ao UPA, por volta das 16h de terça-feira, dia 24 e só após ser transferido para o Hospital Universitário pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) é que o exame teria sido feito.

Valdeci deu entrada no HUSF, por volta das 7h30 e morreu por volta das 16h.

Vale lembrar, que especialistas ressaltam que no caso de meningite, quanto mais cedo iniciar o tratamento é melhor.

Ainda segundo informações do G1/Vanguarda, em 2015, 15 casos da doença foram confirmados em Bragança Paulista com duas mortes. Em 2016,  foram 20 casos confirmados com quatro mortes. Em 2017, já foram confirmadas duas mortes.

Além de Valdeci, a reportagem do Bragança Em Pauta, tem conhecimento que um bebê de pouco mais de um mês, faleceu de meningite nos primeiros dias do ano.

A reportagem entrou em contato com a Divisão de Imprensa da Prefeitura , na noite desta quinta-feira, dia 26, a fim de obter informações sobre o caso e aguarda retorno. A reportagem, entre outras coisas, questionou se existem no município outros casos suspeitos, quais as ações tomadas pela Secretaria de Saúde e também quais as providências foram tomadas com relação à grave denúncia.

Quando o assunto é meningite o tema é de muita preocupação principalmente para as mamães. Pensando nisto, para que você leitor, não entre em pânico a reportagem do Bragança em Pauta, reuniu diversas informações sobre a doença.

O que é meningite ?

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos.

A diferença entre a meningite viral e a bacteriana, além do agente causador, está na evolução de cada tipo.

Meningites virais

As meningites virais são mais leves. Os sintomas se assemelham aos de uma gripe ou de um resfriado.

A doença atinge principalmente as crianças, que ficam moles, irritadas, apresentam febre e dores de cabeça.

Os pacientes reclamam de dor quando o médico tenta analisar a flexibilidade da nuca.

A meningite viral é considerada benigna e evolui bem, mesmo sem contar com medicamentos específicos destinados para destruir o vírus responsável pelo problema, com exceção,  da meningite causada pelo vírus Herpes simplex. que pode deixar sequelas graves quando não tratada.

Meningite bacterianas

Em geral, o quadro é muito mais sério e requer tratamento rápido.

O microrganismo se instala nas vias aéreas superiores, como mucosa nasal, amídalas e faringe e a bactéria provoca uma infecção na região, que pode ser curada sem maiores problemas.

A meningite bacteriana é causada por três principais bactérias: meningococo, pneumococo e hemófilo, e geralmente depois que a bactéria se aloja no aparelho respiratório, cai na corrente sanguínea e alcança o sistema nervoso. Daí, infiltra-se na meninge, iniciando assim a infecção.

A maioria das meningites meningocócicas apresenta uma evolução mais lenta, o que permite identificar a doença e iniciar seu tratamento rapidamente.

O risco de sequelas e de morte é maior quanto mais tempo demorar para ser feito o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Como prevenir a doença?

 

Diversas medidas de controle são essenciais para prevenir epidemias de meningite.

As principais são: o diagnóstico precoce com a internação de pacientes com sintomas da doença; a vacinação das pessoas em contato muito próximo com enfermos (especialmente dentro do mesmo domicílio); e a vacinação das pessoas com maior risco de adquirir a doença, como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia) ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento.

 

Sintomas da meningite

Você conhece os sintomas da meningite?

São sintomas gripais como febre entre 38°C e 39°C, tosse seca, nariz entupido e dores pelo corpo, que podem permanecer estáveis entre 24 e 48 horas.

Os pacientes geralmente reclamam também de dor de cabeça intensa, piora do estado geral, vômitos em jato, sonolência, prostração e alterações da pressão arterial.

Um sinal característico de meningite, porém, é a rigidez na nuca. O paciente apresenta dificuldade em aproximar o queixo do peito.

Nos casos de meningite meningocócica, pode ocorrer também o aparecimento na pele de pequenas manchas vermelhas, conhecidas como petéquias.

O diagnóstico

O diagnóstico de meningite é feito a partir de um exame clínico efetuado pelo médico com a realização do teste para verificar se há rigidez na nuca e  um exame de laboratório que promove a retirada do líquido da espinha (líquido cefalorraquidiano) por meio de uma punção com agulha na região lombar ou suboccipital (nuca) do paciente.

Tratamento

Cada tipo de meningite tem um tratamento.

A meningite bacteriana é tratada com antibióticos por via venosa por, pelo menos, 10 dias.

A meningite viral é tratada apenas com repouso e uso de medicação para aliviar os sintomas.

Nos casos de meningite meningocócica em crianças, os médicos costumam prescrever, igualmente, medicamentos para as pessoas que morem na mesma casa, com a finalidade de prevenir a doença nos adultos.