O Ministério Público do Estado de São Paulo confirmou à reportagem do Bragança Em Pauta, que as investigações da Operação Ouro Verde evidenciam que a Reviva Saúde é sim, uma das organizações sociais utilizadas por parte do grupo por trás da Vitale.

A Operação Ouro Verde foi deflagrada em Campinas em novembro de 2017 e apura desvio de mais de R$ 4 milhões do hospital que dá nome à operação e era administrado pela Vitale Saúde.

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A reportagem do Bragança Em Pauta questionou o MP se há envolvimento do grupo acusado de corrupção e investigações específicas com relação à Reviva em Bragança Paulista, mas como as investigações estão em andamento e correm em sigilo, a assessoria de imprensa do MP informou que não “é possível passar informações detalhadas”, não confirmando nem descartando investigações específicas.

Solenidade reuniu diversas pessoas, entre elas, Fernando Vítor, em destaque.

Fernando Vítor, um dos presos da Operação Ouro Verde esteve em agosto do ano passado no gabinete do prefeito Jesus Chedid, durante solenidade, de assinatura de contrato com Prefeitura de Bragança Paulista e a Reviva Saúde, conforme mostra a foto.

Na época, ele se apresentou à imprensa como membro da Reviva.

Ele foi preso em novembro durante a primeira fase da operação, acusado de ser lobista do grupo e após a prisão, a Reviva negou que Fernando fizesse parte da entidade, entretanto, segundo o MP, há ligação entre ele e a organização.

O nome de Fernando Vítor é um dos que consta no telefone do médico Oswaldo Perezi Neto, preso no dia 22 de março em São José do Rio Preto, na segunda fase da Operação Ouro Verde.

Segundo as investigações, no telefone do médico foram encontrados contatos específicos, com programação para autodestruição de mensagens em diálogos dele com outros acusados, envolvidos no esquema de corrupção.

Como o médico, prestou serviços em Bragança através da empresa Segmar Serviços Médicos Ltda, a reportagem do Bragança Em Pauta questionou a Prefeitura se a secretária Marina, mantinha ligação com ele ou tratava de assuntos relacionados aos serviços prestados por ele direto com a Reviva.

Fomos informados, em nota, “que as tratativas são realizadas com o presidente da OS ou aqueles que a representam”.

Além do telefone de Fernando Vítor, o telefone de Marina é um dos que está no rol de telefones do médico preso, Oswaldo Perezi Neto com programa para autodestruição de mensagens, conforme mostra imagem que consta no processo de investigação do MP, como mostra a imagem.

Perezi Neto teria prestado serviços para a Prefeitura de Bragança Paulista através da Reviva Saúde nos meses de setembro, outubro e novembro de 2017.

Segundo o MP, em Campinas, ele é acusado de emitir notas pela sua empresa Segmar Serviços Médicos, afim de realizar lavagem de dinheiro e gerar propina para servidores

Segundo a Prefeitura de Bragança, aqui a empresa era responsável pela captação e contratação da equipe médica; gerenciamento de escalas da equipe médica, implantação e monitoramento de protocolos; controle de frequência da equipe médica, controle/cobrança de indicadores de atendimentos médicos; reuniões mensais com a equipe médica e que estes serviços foram prestados entre 1º de setembro e 30 de novembro.

A empresa recebeu da Reviva cerca de R$ 90 mil pelos serviços prestados. Os valores foram passados pela Secretaria Mariana de Fátima Oliveira ao vereador Moufid Doher, através de uma resposta para um pedido de informações.

Os vereadores Moufid e Quique Brown tem feito uma série de pedidos de informação à Secretaria Municipal de Saúde a fim de acompanhar e fiscalizar os trabalhos da organização social

Quique Brown tinha feito pedido de informação semelhante, mas como perguntou quanto a Prefeitura pagou para empresa e não quanto a Reviva pagou, não obteve resposta e disse que inclusive faria novo pedido.

De acordo com o informado à Moufid Doher, pela Prefeitura, foram emitidos pela prestação destes serviços, três notas de R$ 30 mil cada uma, totalizando R$ 90 mil. Já os recibos, evidenciam que mensalmente a Reviva repassou para a entidade R$ 28.155,000. A diferença é dos impostos recolhidos pela Reviva.

 

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