As lambanças quando o assunto é mobilidade urbana não param em Bragança Paulista. Não é a primeira vez, que uma medida é anunciada e a Prefeitura, na sequência volta atrás.

Na tarde desta segunda-feira, 6, foi suspensa, até nova ordem, a medida, que determinava que os ônibus circulares da empresa Nossa Senhora de Fátima parassem todos na Rua Tupi e não mais na Universidade São Francisco.

A medida funcionou durante pouco mais de meio dia e segundo novas informações da Prefeitura de Bragança Paulista, as alterações foram suspensas até que as obras e os ajustes no trânsito da região da Praça 9 de Julho e Taboão sejam concluídos.

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Estava prevista também para hoje, 6, a implantação de binário na Avenida Alpheu Grimello e Rua Teixeira, mas por causa da chuva as obras na 9 de Julho não foram concluídas e consequentemente a sinalização no local também não pode ser implantada.  Não foi divulgada previsão de nova data para a medida entrar em vigor.

A previsão inicial da Prefeitura era de que a Alpheu Grimello se tornaria mão única sentido Santa Helena e que a Rua Teixeira, seria mão única no sentido Praça 9 de Julho no  dia 30 de junho, mas pela segunda vez a medida foi adiada.

Somente quando o trânsito for alterado é que os ônibus deverão então parar na Rua Tupi e entrar em vigor a linha tamba 23 (Taboão/Universidade) que fará o trajeto até a universidade e vice-versa.

A medida gera reclamação dos usuários de transporte coletivo que não tem Cartão Vai, pois sem ele, não conseguem fazer integração e têm então que, ou pagar duas passagens, ou caminhar da Rua Tupi até o destino final.

Lambanças quanto o assunto é Mobilidade Urbana tem sido comuns na pasta.

Antes de optar por ter a linha da Rua Tupi até a universidade, a Prefeitura havia determinado à concessionária de transporte coletivo, que todos os ônibus passassem pela Avenida Dom Pedro I, Ruas FranciscoLuigi Picareli e Francisco da Silva Leme.

Além disto, outra lambança aconteceu quando o secretário Manoel Botelho, deixou o cargo em junho. A Prefeitura chegou anunciar que o chefe de Divisão de Planejamento, Fernando Martinez, assumiria como secretário interino. A portaria nunca foi publicada e depois de dias, o nomeado foi Aniz Abib Júnior. Neste meio tempo a Prefeitura alega que ele assinou documentos importantes da pasta como chefe e não secretário.

Enquanto batem a cabeça e há falta comunicação, mandos e desmandos, a população continua aguardando, entre outras coisas, as tão esperadas melhorias no trânsito da Avenida dos Imigrantes e a implantação da Zona Azul Eletrônica, cuja licitação está paralisada há meses.

A licitação dos radares também continua está suspensa, em fase de recursos. Manoel Botelho havia aprovado testes realizados pela empresa Splice, que apresentou melhor preço na licitação. Os testes, entretanto, foram feitos sem participação das empresas concorrentes, que recorreram da decisão.

Anunciado como secretário interino, Fernando Martinez, cancelou os testes e os remarcou, dando oportunidade para empresa Splice fazer ajustes necessários. Novos recursos foram protocolados, Aniz Abi Júnior foi nomeado secretário e cancelou os testes.

Além dos radares seguirem desligados, com toda esta confusão, os equipamento de OCR nas entradas e saídas da cidade, bem como nos semáforos também estão desligados. Com isto, as forças de segurança, principalmente a Polícia Civil, perderam desde maio, uma ferramenta aliada nas investigações policiais.

 

 

 

 

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