Mesmo com o domingo chuvoso, a Associação Mais Vida realizou em Bragança Paulita, um evento na Arena do Lago do Taboão, com o objetivo de alertar as mulheres, dentro do Outubro Rosa, sobre a importância da prevenção do Câncer de Mama.

O evento contou com apoio da Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) da Igreja Adventista, Cruz Vermelha, entre outros parceiros.

A psicóloga e sexóloga Luciana de Moreschi, parceira do Bragança Em Pauta, também participou do evento, orientando as mulheres sobre o tema.

Houve arrecadação e doação de lenços, oficina de turbantes, aulas de zumba, enfim diversas atividades com o objetivo de conscientizar sobre a doença e ajudar quem está passando por este momento delicado.

Você sabia que a prática de exercícios físicos é uma grande aliada no tratamento do câncer de mama?

Pois é, uma vida longe do sedentarismo é o ideal para manter a saúde em dia.  Além dos benefícios estéticos, o exercício físico é aliado na prevenção e tratamento do câncer de mama.

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De acordo com o oncologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Emerson Neves dos Santos, esse hábito também é capaz de evitar o reaparecimento da doença.

Essa relação positiva está diretamente ligada à capacidade da atividade física diminuir um fator de risco e liberar boas substâncias no organismo, como explica o médico. “O exercício diminui a chance de obesidade, que é um fator de risco, e libera substâncias anti- inflamatórias, que ajudam a inibir que a doença volte”.

Estudo da revista científica JAMA, da Associação Médica Norte-Americana, com dados referentes a 12 outras pesquisas, as quais englobam 1,44 milhão de pessoas, indicou que quem mais se exercita, apresenta menor percentual de câncer, entre eles, o de mama.

Dr. Emerson salienta que é indicada a prática durante e após o tratamento, porém, tudo depende do paciente. Em casos do uso de quimioterapia e radioterapia, é comum que a pessoa esteja debilitada e não possa iniciar os exercícios. Já nos casos de hormonioterapia, terapia que evita o crescimento da célula cancerígena pelo estímulo dos hormônios, ajuda a evitar os efeitos colaterais.

Apesar de ser um período mais delicado, não há contraindicação em relação ao tipo de exercício escolhido. Segundo o médico, é preciso orientação de um profissional de educação física e acompanhamento periódico nas áreas cardiológicas, pulmonares e renais. A única limitação é para as mulheres que retiraram os linfonodos, gânglios responsáveis pela drenagem linfática do corpo.

“Há uma limitação para quem tira os linfonodos, que ficam embaixo do braço. Nestas mulheres, caso haja uma sobrecarga, ocorre o que chamamos de linfedema, que é o inchaço dessa área. Por isso, são indicados apenas exercícios mais leves”, complementa o oncologista.