O mundo dos contos infantis é fundamental na vida das crianças, principalmente graças ao poder que as histórias têm de unir aprendizado e diversão.

As fábulas com moral são excelentes ferramentas para as crianças terem a oportunidade de externalizar dúvidas sobre o mundo e sobre elas mesmas.

“Os contos são mágicos não apenas pela história em si, mas, principalmente, porque são capazes de ajudar as crianças a trabalhar os sentimentos que, em muitos casos, ficam escondidos em seu interior”, explica Cynthia Spaggiari, coordenadora da equipe de curadoria da Leiturinha, clube de assinatura de livros infantis do Brasil.

Uma das principais histórias infantis a falar sobre diferenças e aceitação é O Patinho Feio.

A mamãe pata, ansiosa pelos seus filhotes, observa atentamente os ovos se quebrando para dar as boas vindas a cada patinho. Dos cinco que estava esperando, ela recebeu os primeiros quatro bebês, mas o último demorou para nascer. Depois de certo tempo, finalmente a casca rachou por inteiro, mas causou espanto tanto na mamãe quantos nos irmãos, pois dela saiu um patinho diferente dos demais.

Julgado desde o nascimento, ficou conhecido como Patinho Feio, apenas porque ficava cada vez mais diferente dos irmãos conforme cresciam. Depois de passar pelo julgamento e preconceito dos vizinhos, o Patinho Feio foi embora do vilarejo. Um dia, bem cedo, acordou com uma movimentação incomum ao seu redor, e ao olhar seu reflexo na água, deu-se conta de que nunca fora um patinho feio, mas, sim, um lindo cisne – e, assim, foi feliz para sempre.

Como trabalhar a confiança dos filhos ?

Com esta história infantil ilustrada, podemos ensinar sobre duas coisas muito importantes: a primeira é a aceitação – Nem sempre somos iguais e cada um deve se conhecer da melhor forma para se gostar incondicionalmente. A segunda está relacionada ao preconceito, ou seja, como os patinhos transformaram a vida do cisne com palavras negativas, apenas por ele ser diferente.

“Esta é uma grande lição que pode ser ensinada de maneira lúdica, ao ler e contar a fábula não individualmente, mas com um pequeno grupo de crianças. Uma ideia é, após a leitura, trabalhar com interações entre os pequenos, a fim de que eles demonstrem os sentimentos uns aos outros e aprendam, dessa forma, a ser empáticos desde cedo”, finaliza Cynthia.

Para conhecer o trabalho feito pela Leiturinha, acesse: http://www.leiturinha.com.br/