Por 14 a 4, Câmara rejeita pedido de cassação de Ditinho Bueno

Os vereadores da Câmara Municipal de Bragança Paulista rejeitaram na noite desta terça-feira, 30, com ampla maioria, o pedido expresso de cassação do vereador Ditinho Bueno (PSC) por causa do “episódio da calcinha”. Por 14 a 4, os vereadores rejeitaram a criação de uma Comissão Processante com o objetivo de cassar o mandato do vereador. A presidente do Legislativo, vereadora Beth Chedid não votou.

Votaram a favor do pedido de cassação, via Comissão Processante, apenas os vereadores Basílio Zecchini, Quique Brown, João Carlos Carvalho e Moufid Doher. Eles entenderam que a criação da comissão era importante para investigar o caso, paralelamente a Comissão de Ética da Câmara Municipal.

O vereador Ditinho Bueno foi flagrado na semana anterior, durante sessão da Câmara que era transmitida ao vivo, cheirando uma calcinha vermelha, dentro do seu gabinete.

A ideia dos vereadores era que uma Comissão Processante fosse formada e julgasse se houve ou não a quebra do decoro parlamentar por causa do episódio.

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Já os vereadores Antônio Bugalu, Dr. Cláudio, Cláudio Moreno, José Gabriel, Marcolino, Marcus Valle, Mario B. Silva, Natanael Ananias, Paulo Mário, Rita Leme, Sebastião Garcia do Amaral (Tião do Fórum), Sidney Guedes, Rivelino de Oliveira e a até mesmo Fabiana Alessandri, que falava no momento que o vereador cheirou a calcinha votaram contra a cassação via Comissão Processante.

Alguns deles se manifestaram que não havia necessidade de duas investigações do mesmo assunto na Câmara Municipal.

Destes 14 parlamentares, 13 pertencem ao Grupo Chedid, grupo o qual também abriga politicamente o vereador Ditinho Bueno. Marcus Valle, como advogado, disse que a pena da cassação, seria desproporcional.

A discussão levou cerca de quatro horas porque além da criação da Comissão Processante que poderia gerar a cassação, também foi votado se o episódio envolvendo Ditinho Bueno deveria ser analisado pela Comissão de Ética da Câmara Municipal. Diferente do pedido de cassação, o pedido para análise da Comissão de Ética foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

Agora caberá a Comissão de Ética apurar os fatos e decidir a punição que Ditinho Bueno deve ter. A Comissão de Ética é composta pelos vereadores: Fabiana Alessandri, Rita Leme, Natanael Ananias, Sidiney Guedes e Sebastião Garcia do Amaral.

O Conselho de Ética pode advertir, censurar, suspender ou até mesmo cassar o mandato do vereador. A cassação, no entanto, não deve acontecer, afinal, vereadores como Rita Leme e Natanael, que fazem parte da comissão, por exemplo, já adiantaram em seus discursos que a cassação seria uma punição grande demais para o vereador.

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