Na quinta-feira, dia 9, foi realizada uma ação conjunta  com o objetivo de diminuir a incidência de pessoas em situação de rua na cidade. A ação aconteceu 23 dias depois que a idosa Deise Russo foi assassinada em sua residência por  Celso de Lima Lopes, morador de rua, suspeito também de matar Odete Almeida, sujo corpo foi encontrado no dia 23 de abril.

Após os crimes, que foram manchete em rede nacional, a discussão em torno dos moradores de rua aumentou. O seccional José Henrique Ventura, declarou inclusive em entrevista coletiva concedida após a prisão do morador de rua, que era necessária uma ação urgente da Prefeitura, pois este era um problema muito mais social do que de segurança.

A força-tarefa  foi realizada no Lago do Taboão, nas instalações do antigo hospital Unimed e da padaria Estância, Praça Central, Avenida Santa Isabel, Praça Chico Major, Praça da Bíblia, Concha Acústica, Matadouro e outros pontos que costumam ser frequentado pelos moradores de rua.

Além da Guarda Civil, das Polícias Civil e Militar,  também participaram da ação estudantes de Medicina da Universidade São Francisco.

Segundo nota da Divisão de Imprensa, 47 indivíduos foram abordados e, em seguida, encaminhados pelas equipes para o Posto de Monta, onde foi realizada uma triagem, sendo 35 pessoas de Bragança e outras 12 de fora.

Dos 12, quatro optaram por voltar para suas cidades, já que no local estava sendo feita a emissão de passagens.

Além da triagem, também foram disponibilizados serviços da assistência social, inscrições para cursos profissionalizantes e de qualificação profissional, testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatite C e Tuberculose.

A Prefeitura informa ainda que uma campanha será lançada em breve visando conscientizar a população para que não alimente o vício dessas pessoas, para que elas consigam quebrar o vínculo com a rua.