No final da tarde desta segunda-feira, dia 9, o prefeito Jesus Chedid, convocou a imprensa para falar do congelamento do preço da passagem do ônibus.

A decisão foi tomada através do decreto nº 2.423, que adota medidas temporárias com relação ao reajuste anual da tarifa de transporte coletivo.

Este decreto deverá ser publicado na terça-feira, dia 10, na Imprensa Oficial Eletrônica.

De acordo com o decreto, o congelamento foi efetuado devido a “ausência de tempo hábil para fins de transição de governo e necessidade de verificar os contratos”, bem como “ausência de relatórios de fiscalização periódica da frota”.

Outro motivo do congelamento foram os resultados das fiscalizações efetuadas pela Secretaria Municipal de Serviços, na semana passada, já que ficou constatado que diversos ônibus apresentavam problemas, que iam desde pneus sem condições de uso, a problemas no estofado, pará-brisas e mecânicos.

Chedid, havia anunciado em entrevista à TV Vanguarda na ultima sexta-feira, dia 6, que o congelamento aconteceria durante todo o ano de 2017.

O decreto, porém, determina o congelamento do valor da tarifa por tempo indeterminado e também estabelece prazo de 60 dias, prorrogável por igual período, para a realização de fiscalização de toda a frota, bem como recuperar e auditar a Planilha Atualizada para Cálculo de Tarifa.

Passado este prazo, a administração deverá se posicionar sobre concessão ou não de reajuste.

Durante o dia, a reportagem do Bragança Em Pauta, recebeu informações de que havia a possibilidade de uma greve  por parte da empresa e o prefeito foi categórico afirmando que ele não tem medo, e não vai aceitar este tipo de pressão.

Confira o que ele falou sobre uma possível greve.

O chefe do Executivo afirmou ainda que as fiscalizações aos coletivos continuam e que nos próximos dias, anunciará o valor da multa que a empresa receberá por causa dos ônibus apreendidos em péssimo estado de conservação.

Durante o bate papo com a imprensa ele falou também sobre a Tarifa Social, que durante os poucos dias do governo Frangini, em 2013, que na época pertencia ao seu grupo. A Tarifa chegou a ser  aprovada pela Câmara Municipal instituindo subsidio da Prefeitura, mas nunca saiu do papel e pelo visto, por enquanto não irá sair, já que Chedid disse que este e uma questão para o futuro.

“Já estamos fazendo uma tarifa social relativa congelando os preços, se não eles iriam pedir um aumento agora de não sei quanto”, disse o prefeito.

O prefeito disse ainda que caso a empresa não cumpra o contrato, pode rompê-lo.

“Só tem dois caminhos. Não tem o terceiro. Ou eles concordam em dar uma reviravolta (na qualidade do serviço), na reunião de quarta-feira ou eles têm que romper o contrato”, acrescentou.