Foto: Divisão de Imprensa

Na noite de quarta-feira, dia 16, foi realizada no Sindicato dos Servidores Municipais de Bragança Paulista (SISMUB) mais uma assembléia referente a negociação salarial dos servidores da Prefeitura de Bragança Paulista, desta vez para apreciação de contraproposta apresentada pelo prefeito Fernão Dias da Silva Leme, que encerrou as negociações.

O prefeito ofereceu aos servidores aumento de 0%, alegando a crise econômica pelo qual o país passa. Fernão, informou ao Sismub, que não pode oferecer nem o reajuste conforme a inflação acumulada no ano, por causa da queda na arrecadação de imposto, bem como a diminuição dos valores do Fundo de Participação dos Municípios.

Outra alegação da administração municipal é o índice prudencial gasto com folha de pagamento apontado pelo Tribunal de Contas. Mesmo com todos os cortes de comissionados, realizados no ano passo e este ano, a Prefeitura alegou que com a diminuição da arrecadação, já ultrapassou o limite prudencial dos gastos.

Segundo o presidente do Sismub, Carlos, Alberto Martins Oliveira, o prefeito ofereceu aumento no Vale Alimentação de R$ 50,00, passando o mesmo para R$ 400,00 e manteve os benefícios como acúmulo das faltas abonadas e duas faltas acompanhante.

Carlos ressaltou que com a atitude do prefeito Fernão Dias, o Sismub colocou em votação se os servidores queriam realizar uma greve ou se aprovavam os itens de interesse do servidor, como o aumento da cesta por exemplo, e deixavam para discutir na Justiça a reposição e aumento salarial.

A maioria dos servidores presentes na assembléia optou, segundo ele, por aceitar o aumento de R$ 50,00 no Vale Alimentação e manutenção dos outros itens sendo que o SISMUB, deve entrar com uma ação na Justiça, solicitando a reposição salarial.

Carlos ressaltou que não é só em Bragança Paulista que isto acontece. “Em Tuiuti foi concedido 0% em 2013 e 2014 e entramos na Justiça. Em Pedra Bela e Joanópolis este ano, as Prefeituras também não ofereceram nenhuma reposição salarial”, disse.

Os servidores municipais procuraram a reportagem do Bragança Em Pauta revoltados com a situação já que no início do mês não receberam as horas extras trabalhadas junto com o pagamento e até o momento, apesar de ter sido anunciado o pagamento em folha complementar o mesmo ainda não ocorreu.

Além disto, os funcionários lembraram que apesar do prefeito Fernão Dias não conceder aumento para os funcionários, autorizou aumento maior que a inflação para quem assumir o cargo de prefeito em janeiro de 2017 e também para os secretários municipais.