Prefeitura cancela contratação de monitoramento em escolas

A Prefeitura de Bragança Paulista cancelou a licitação que previa a contratação de empresa especializada para instalar câmeras de segurança nas escolas municipais. As câmeras deveriam ser integradas ao sistema implantado em 2019 no Complexo Integrado de Segurança, Emergência e Mobilidade (CISEM).

O Pregão Presencial nº 318/2018 já estava suspenso desde o dia 30 de janeiro de 2019 para análise técnica. A suspensão “sine die”, aconteceu na véspera da abertura dos envelopes, que estava marcada para 31 de janeiro.

Vale lembrar inclusive que a licitação já tinha sido adiada antes disso. A princípio, o Pregão Presencial nº 316/2018 estava marcado para o dia 15 de janeiro.

A ideia da instalação das câmeras é evitar por exemplo, que as escolas sejam alvos de furtos e arrombamentos.

OCRs desligados

Esta não é a única licitação que envolve segurança pública enrolada.

Em 2017, além de uma licitação para contratação de nova empresa de radar, a Prefeitura abriu também uma licitação (Concorrência Pública 15/2017) para contratação de empresa especializada em serviço de monitoramento, prestação e instalação de equipamentos.

Duas empresas chegaram a ser habilitadas em agosto de 2018.  A abertura dos envelopes com as propostas comerciais aconteceram em setembro. A empresa Telemática Sistema Inteligentes apresentou uma proposta de R$ 6 milhões. A Pró Sinalização e Monitoramento de cerca de R$ 4,3 milhões.

Até agora, no entanto, nenhuma delas foi declarada vencedora do certame.

Além disso, vale lembrar, que conforme o já divulgado pelo Jornal Bragança Em Pauta, anteriormente, desde maio de 2018 os equipamentos de OCR, que fazem o monitoramento do trânsito na cidade mas que contribuem com a segurança estão desligados.

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São estes equipamentos, instalados nas entradas e saídas da cidade, bem como em cruzamentos estratégicos e vias com radares, também desligados há quase um ano, que são capazes de ajudar a polícia, por exemplo, na identificação de placas de veículos usados por criminosos. Ou traçar, por exemplo, caminho percorrido pelos assaltantes.

Isto acontece porque contrato com o Consórcio Via Segura acabou em maio de 2018 e não foi renovado. A Prefeitura, até tenta, desde então, finalizar uma licitação, mas por enquanto isto não ocorreu. Chegou inclusive a homologar uma vencedora, que desistiu do processo. A segunda colocada, Tec Det, foi acionada e já fez testes, mas ainda não reassumiu o serviço.

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Com os equipamentos desligados, o trabalho da Polícia Civil tem sido prejudicado na investigação de crimes e acidentes.