A Prefeitura de Bragança Paulista gastou 137 mil reais em combustível de forma emergencial por causa da greve dos caminhoneiros. O jornal on line Bragança Em Pauta, teve acesso ao valor, no Portal da Transparência.

Do total, cerca de 54 mil foram pagos com verbas da gestão da Secretaria Municipal de Educação, R$ 22.248,00 com verbas da Secretaria de Saúde e R$ 60 mil do transporte Sanitário, também ligada à Secretaria de Saúde.

As compras emergenciais foram feitas direto da Petrobrás.

A greve teve início no dia 21 de maio. Em Bragança Paulista,  o estado de emergência só foi decretado em 28 de maio, através do Decreto nº 2696, ou seja, uma semana depois.  Na mesma data em que decretou emergência e comprou combustível para a Educação a Prefeitura, suspendeu as aulas na rede municipal, já que mesmo que garantisse o transporte dos alunos, não conseguia que os professores e funcionários chegassem às escolas.

Além das compras emergenciais, há no Portal das Transparência, dois empenhos, de compra de combustível em dois postos da cidade, sem observações de que foram feitos de forma emergencial.  Um é no valor de R$ 8 mil também da Secretaria de Saúde e outro de mais de R$ 70 mil para Manutenção Permanente de Vias Públicas de postos do município. Ambos tem data do dia 25 de maio, antes do decreto de emergência.

Neste caso, no Portal da Transparência, ainda não consta o pagamento.

O jornal on line Bragança Em Pauta, questionou a Prefeitura quanto combustível foi comprado no período da crise dos caminhoneiros, mas a Divisão de Imprensa, deu respostas evasivas, informando apenas que foi “o suficiente para manter o abastecimento da frota de veículos que prestam serviços públicos essenciais à população, da Administração Direta e Indireta, tendo em vista a paralisação nacional dos caminhoneiros à época e a previsão para término indefinido.”

Apesar da denúncia feita na terça-feira, 5, em que é possível ver combustível sendo estocado na Secretaria Municipal de Serviços em galões, como mostra a foto, gerando preocupação da população que mora nas proximidades, com medo de explosões e incêndio, a Prefeitura negou a estocagem.

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Em nota, a Divisão de Imprensa, ressaltou que “não houve armazenamento em galões, mas em carreta apropriada. A carreta de combustível chegou no local no dia 28 de maio, data em que a Prefeitura decretou estado de emergência por causa da greve e foi retirada na manhã do dia 6,  um dia depois da denúncia feita pela reportagem do Bragança Em Pauta.

Questionada a quem pertencia o caminhão que ficou na SMS uma semana a Prefeitura informou que pertence a fornecedora contratada para o transporte, mas não revelou qual é empresa. Questionados se algo mais foi comprado de forma emergencial, a resposta foi negativa.

Após a denúncia de estocagem em galões, a Prefeitura informou que o combustível foi levado para o Posto Capivarão, que aceitou o depósito de forma voluntária, sem ônus aos cofres públicos.