A Prefeitura de Bragança Paulista informou que suspendeu 170 benefícios do Bolsa Família no município.

A suspensão foi feita após denúncias do Ministério Público Federal (MPF) de que em todo país existem mais de 870 mil benefícios com suspeitas de irregularidades.

Segundo nota da Divisão de Imprensa, a Secretaria de Ação e Desenvolvimento Social (SEMADS), foi informada pelo Ministério Público das possíveis irregularidades em junho deste ano.

Após isto, a equipe do Cadastro Único visitou  cerca de 340 beneficiários e também solicitou a todos que fizessem o recadastramento.

Com isto, a informação é de que 170 tiveram o benefício bloqueado para averiguação de possíveis irregularidades. Segundo a Prefeitura, os casos verificados foram passados no mês passado para análise e providências do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

AS DENÚNCIAS

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendações a 4.703 prefeituras, entre elas a de Bragança Paulista, para que realizem visitas domiciliares a mais de 870 mil beneficiários do programa Bolsa Família, a fim de checar possíveis irregularidades no pagamento do benefício.

O MPF acredita que haja empresários e doadores de campanha com indicativos de renda incompatíveis com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do benefício social, que estão recebendo a ajuda do governo.

Nome de pessoas já falecidas também estão na mira da investigação.

Em Bragança Paulista, segundo diagnóstico do MPF existem 318 benefícios com suspeita de irregularidades.

As suspeitas surgiram após o cruzamento de dados públicos do governo federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Receita Federal e dos tribunais de Contas estaduais e municipais.

Segundo o resultado do Raio-X Bolsa Família, divulgado na quinta-feira, dia 11, entre 2013 e 2016, os pagamentos a perfis suspeitos de irregularidades somaram mais de R$ 3,3 bilhões.

Em Bragança Paulista, o valor suspeito de irregularidades ultrapassa a casa de R$ 1 milhão e 37 mil, ou seja, 3,75% do valor pago no período, que totalizou mais de R$ 27 milhões e 600 mil.