Seis empresários investigados durante a “Operação Ouro Verde”, desencadeada pelo Ministério Público e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, no dia 30 de novembro, cumprem prisão preventiva e foram denunciados à 4ª Vara Criminal de Campinas, na quinta-feira, dia 7, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, falsidade ideológica e peculato.

Um deles é Fernando Vitor Torres Nogueira Franco, que segundo o relatório de investigação do MP, ao qual o jornal on line Bragança Em Pauta, teve acesso na íntegra, tem ligações com a Organização Social Reviva Saúde, que desde o mês de setembro é responsável em Bragança Paulista pela administração das unidades básicas de saúde e que na última semana, venceu licitação para administrar também o serviço de urgência e emergência, ou seja, a Unidade de Pronto Atendimento e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. (SAMU). A Reviva foi a única empresa participante desta última licitação.

A Operação Ouro Verde investiga uma possível fraude de mais de R$ 4 milhões, no Hospital Ouro Verde, em Campinas. O hospital é administrado pela Organização Social Vitale Saúde e após as denuncias a Prefeitura de Campinas, reincidiu o contrato com a instituição.

Fernando Vitor teve durante a operação dois carros, modelos Ferrari e BMW, apreendidos.

Há no relatório, de cerca de mil páginas, gravações telefônicas de Fernando Vítor, e nelas ele cita que tem participações em outras organizações sociais.

“Fernando Vitor Torres Nogueira, além de Diretor de Serviços da Vitale Saúde, no Hospital Ouro Verde, cargo pelo qual era remunerado, por meio da organização social Reviva Saúde, administrava serviços médicos nas cidades de Bragança, Rio Claro e Cajamar”, afirma o relatório que diz ainda que “é possível perceber pelas ligações telefônicas captadas a grande influência que exerce no grupo, bem como significativa penetração que possui no meio político”

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Consta nos autos, uma gravação de junho deste ano, onde ele cita o pagamento de pedágio para políticos que ele classifica como “dono de certas regiões”.

Em determinado trecho da conversa, o deputado estadual Edmir Chedid é citado. Em contato com a assessoria do deputado, fomos informados que o mesmo não tinha conhecimento desta citação até então.

Além de Campinas, a operação aconteceu também em outras cidades como Ubatuba, Várzea Paulista, Santa Branca, Bariri e Mogi das Cruzes, onde a Vitale atua.

A reportagem do Bragança Em Pauta entrou em contato com Reviva Saúde, para saber sobre a ligação de Fernando Vitor, com a organização.

A instituição “rechaça veemente a informação de que o senhor Fernando Vítor (preso na Operação Ouro Verde) é ou foi diretor da entidade, sendo infundadas tais alegações e que o mesmo não fez e não faz parte desta instituição e nem a representa”.

Fernando Vítor, entretanto, na dia da assinatura do contrato da Reviva com a Prefeitura estava  representando a instituição assim como o advogado Márcio Mancilia, que se pronunciou pela Organização Vitale em diversas reportagens publicadas inclusive na grande mídia sobre o assunto e que no dia 14 de agosto  se apresentou à imprensa, no gabinete do prefeito Jesus Chedid, como advogado da Reviva Saúde, participando da solenidade de assinatura de contrato com a Prefeitura de Bragança Paulista.

Também entramos em contato, com a assessoria do deputado estadual Edmir Chedid, que informou que até a tarde de hoje, ele não tinha conhecimento da citação do seu nome.

Entramos em contato por e-mail com a Vitale, mas não obtivemos retorno.

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