Saúde aguarda resultado necrópsia para saber se jovem morreu de Febre Amarela causada pela vacina

Atualizada às 18h50

Os resultados dos exames PCR e Sorologia para Febre Amarela deram positivo e confirmaram que Eric Felipe Perinazzo, de 26 anos, morreu de Febre Amarela.  O jovem morreu no dia 18 de fevereiro, em Campinas.

A família de Eric Perinazzo, suspeita que ele tenha tido reação da vacina, porque morreu justamente alguns dias depois de ser vacinado.

O caso gerou uma comoção muito grande na cidade, porque o rapaz procurou a Santa Casa, diversas vezes, antes de ser diagnosticado com possibilidade da doença em Atibaia e ser transferido para Unicamp, em Campinas, onde morreu.

A Secretaria Municipal de Saúde, aguarda o resultado da necropsia para saber se foi localizado no corpo do rapaz, o vírus vacinal ou selvagem, a fim de saber se foi a doença ou reação da vacina.

Balanço de casos de Febre Amarela em Bragança 

Com a confirmação da morte de Éric por causa de Febre Amarela, Bragança Paulista têm  3 óbitos confirmados por causa da doença. As outras vítimas são: Nelson Luiz de Almeida e Estevam Roque de Souza.

Além das três mortes, segundo dados da Secretaria de Saúde, 5 casos suspeitos de Febre Amarela foram descartados; e são aguardados os resultados dos exames de 3 casos suspeitos.

Ao todo, já foram vacinados no município 130 mil pessoas, o que representa 80% da população.

A vacina ainda pode ser encontrada em todas as Unidades de Saúde do município.  Importante lembrar, que a vacinação acontece também todas as quartas-feiras, na Feira Livre do bairro Lavapés e que vacinações itinerantes têm sido realizadas também nos bairros.

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Mulher de Santos teria contraído Febre Amarela em Bragança

Nesta segunda-feira, 12, o jornal  A Tribuna, de Santos, divulgou uma notícia de que uma mulher, de 31 anos teria vindo à Bragança Paulista e aqui contraído Febre Amarela, morrendo na última sexta-feira, 9.

A reportagem do jornal on line Bragança Em Pauta entrou em contato com a Prefeitura de Santos, a fim de obter mais informações sobre a morte de Marilia Savarego, e que bairro a moça teria visitado em Bragança Paulista,  mas a Prefeitura de Santos não tinha sido notificada sobre a morte da moça.

A Secretaria de Saúde de Santos informou na manhã desta segunda-feira, 12, “que não recebeu do Grupo de Vigilância Epidemiológia (GVE), do governo estadual, a notificação deste caso suspeito.”

Em Santos, foram confirmados dois casos de febre amarela em pacientes de outras cidades que estiveram internados no município: uma mulher de 53 anos, de São Vicente, que ficou internada na Santa Casa de Santos, e um jovem de 16 anos, de São Paulo, que esteve internado na Beneficência Portuguesa de Santos sendo que ambos já tiveram alta hospitalar.

Ainda segundo a Prefeitura de Santos,  nenhuma unidade de saúde do município comunicou sobre este caso suspeito entre residentes de Santos ou pacientes de outras cidades.

Em Santos, são aguardados os resultados do Instituto Adolfo Lutz para confirmar ou descartar a doença em dois pacientes que estiveram internados na cidade.

Um deles é um menino de 6 anos, de São Vicente, que deu entrada no dia 27 na enfermaria pediátrica do Complexo Hospitalar da Zona Noroeste e teve alta hospitalar no dia 5 de março. O outro é o da mulher de 23 anos, residente de Santos, que foi atendida no Pronto Socorro da Zona Noroeste no dia 21 de janeiro e foi transferida no mesmo dia para a Santa Casa de Santos, tendo alta no dia 27 de janeiro.

Ainda segundo a Prefeitura de Santos, não houve óbitos causados pela doença no município e só este ano, mais de 134 mil pessoas foram imunizadas na cidade.

No final da tarde de hoje, 12, a Secretaria de Saúde, Marina de Fátima Oliveira também informou à reportagem do jornal on line Bragança Em Pauta, que o município não foi notificado sobre a morte suspeita. Marina, inclusive entrou em contato com o Grupo de Vigilância Epidemiológia (GVE) de Campinas, ao qual Bragança é subordinado e eles também não foram notificados sobre esta possível morte suspeita de Febre Amarela.

A reportagem entrou em contato com a Tribuna de Santos, mas não obteve retorno até as 18h50.

1 comentário

  1. Na verdade o que menos importa agora é se a causa da morte do meu sobrinho foi da vacina ou da forma silvestre, o que mais revolta a família foi o descaso, a incompetência, o ego, a soberba, dos médicos da santa casa de Bragança Paulista e do hospital Albert Sabin em Atibaia. Em uma matéria publicada no dia 19/02/2018 no site do G1 a prefeitura disse a seguinte frase
    “A Prefeitura de Bragança Paulista negou falha no atendimento a Eric. Profissionais da Divisão de Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças acompanharam o caso desde a passagem pela Santa Casa” informou em nota” mais eu realmente não me lembro é do Sr. Rodrigo Bueno Chefe da Divisão de Vigilância Epidemiologia de Bragança e a Sra. (estrelinha ) Marina de Fátima, secretaria de saúde estar presente em algum atendimento prestado ao meu sobrinho, eu estava em alguns, a namorada dele e minha irmã estava em todas as outras, e não foi isso que presenciamos, no primeiro atendimento (pouco tempo depois de tomar a vacina) ele já estava com quase todos os sintomas da doença, eu não sou médico (sou farmacêutico) e se fosse médico por mais medíocre e prepotente que eu fosse, se chega um rapaz, forte, de 26 dizendo que tomou a vacina da febre amarela a pouco tempo com, febre, cólicas, dor muscular, vómitos, eu teria no mínimo pedido um exame de sangue, e monitorado o caso. Mais o imbecil, disse que era garganta inflamada e deu um injecção (Então Secretaria de Saúde esse é protocolo para caso suspeita de febre amarela ?), não falem o que vocês não sabem, foi descaso sim tanto de alguns médicos das santa casa como do hospital de Atibaia. Os próprios médicos da Unicamp (esses sim competentes) ficaram chocados do estado que meu sobrinho chegou ao hospital, tamanha foi a negligencia e incompetência da Santa casa de Bragança e do Albert Sabin de Atibaia. Se não fosse a incompetência dos médicos da santa casa e se meu meu sobrinho tivesse sido enviado antes para a unicamp talvez ainda estaria vivo. Agora nada adianta mais. Isso é um desabafo de um tio com o coração ferido que perdeu um menino de ouro, e também que sirva de alerta para que outras pessoas que venham a passar por algo semelhante, eu vou dar uma dica, não percam tempo com médicos medíocres e incompetentes, procurem de imediato a Unicamp, os médicos dos prontos atendimento de Bragança e de Atibaia não estão preparados para cuidar de algo tão massivamente exposto em todos os veículos de comunicação.

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