O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, deu 15 dias para a Prefeitura de Bragança Paulista se explicar sobre a renovação do contrato conta a Organização Social Casa de Saúde Indiaporã, conhecida como Reviva.

O contrato foi prorrogado por 12 meses, no mês de agosto pelo prefeito em exercício Amauri Sodré, já que o prefeito Jesus Chedid estava afastado do cargo.

Conforme o publicado no Diário Oficial, o conselheiro Antonio Roque Citadini, do Tribunal de Contas determinou que a Prefeitura se explique “em face das manifestações de Fiscalização (Evento nº 14), que ensejam graves irregularidades no termo aditivo ao ajuste celebrado”.

A Prefeitura, tem 15 dias, para tomar conhecimento de toda a instrução e apresentar contrarrazões, justificativas e documentos ao Tribunal de Contas.

O contrato da Prefeitura com a Reviva Saúde foi assinado em 14 de agosto de 2017. A organização administra desde então, de forma compartilhada com a Prefeitura, as unidades básicas de saúde do município.

Esta não é a primeiro polêmica envolvendo a contratação da Reviva. Durante a solenidade de assinatura de contrato, em 2017,  Fernando Vitor Torres Nogueira Franco que estava no gabinete do prefeito Jesus Chedid, se apresentou para imprensa como diretor da Reviva.

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Meses depois ele foi preso durante a Operação Ouro Verde, desencadeada em Campinas  pelo Ministério Público e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A Operação Ouro Verde investiga uma possível fraude de mais de R$ 4 milhões, no Hospital Ouro Verde, em Campinas que era administrado pela organização social Vitale. O MP, aponta nas investigações, que a Reviva seria uma braço da Vitale e que Fernando Vítor atuaria como lobista.

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Na época da prisão, a direção da Reviva negou que Fernando Vítor fizesse parte de sua diretoria, apesar dele mesmo ter se apresentado assim.

Além dele, outro preso na segunda fase da operação também teria ligação com a entidade, o médico Oswaldo Perezi Neto,que foi preso em São José do Rio Preto, em março deste ano.

Perezi Neto, prestou serviços em Bragança Paulista com sua empresa.

Chamou atenção do Ministério Público o fato de que no telefone dele foram encontrados contatos específicos, com programação para autodestruição de mensagens em diálogos dele com outros acusados, envolvidos no esquema de corrupção, entre eles Fernando Vitor Torres Nogueira Franco. O telefone, segundo as investigações também estava programado para destruir mensagens com a secretária municipal de Saúde, Marina de Fátima Oliveira.

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