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Os serviços de streaming estão cada vez mais populares dentre as escolhas de entretenimento e consumo de conteúdo. Sem as barreiras impostas por emissoras gigantes de televisão e cinema, o streaming caiu nas graças do público que recorre à comodidade do serviço sob demanda, com um catálogo tentador de títulos ou transmissões de eventos para assistir quando e de onde quiser.

O que começou com um burburinho passou a se tornar um monstro às distribuidoras clássicas de conteúdo. A disputa entre serviços de streaming e emissoras está cada vez mais acirrada e deve se intensificar ainda mais com a chegada da plataforma própria da Disney, prevista para adentrar o mercado já em 2020.

Para os consumidores, o cenário é o melhor possível, já que estes ditam o que querem assistir e o conteúdo está disponível em uma ou outra plataforma, a qualquer momento. De acordo com as pesquisas conduzidas pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), a maior parte dos internautas desenvolveu maior gosto por vídeos online, o que faz com que seja plausível a conclusão de que a popularização do streaming tenha sido impulsionada por fatores culturais, mercadológicos e, é claro, tecnológicos.

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O streaming é uma tecnologia versátil, e passa por conteúdos audiovisuais diversos. Mas há um nicho de mercado em que o streaming se consagrou de tal forma que omitir sua trajetória quando se fala neste assunto é o mesmo que deixar de falar do Cristo Redentor quando se fala do Rio de Janeiro: o mercado de games. Além da transmissão de músicas, filmes e seriados, o streaming é um grande sucesso dentre os jogadores digitais. No âmbito gamer há, inclusive, um serviço similar ao prestado por Netflix e Amazon Play, chamado Game Fly. A proposta é a de que o usuário acesse uma biblioteca de jogos mediante uma taxa mensal. Entretanto, o serviço enfrenta alguns empecilhos em razão da conexão de internet dos usuários: é necessária uma velocidade razoável para jogar, o que nem todos têm disponível.

A plataforma mais conhecida no meio gamer se chama Twitch. Nela, os gamers podem acompanhar o lançamento de novos jogos em tempo real e ainda conferir a jogabilidade ou mesmo torneios por meio do streaming. O sucesso absoluto de utilizar plataformas de vídeo ao vivo orientadas para jogos na internet chegou a inspirar outras gigantes do setor de entretenimento, que hoje também oferecem em suas plataformas diversos produtos em livre streaming, como roleta, blackjack, entre outros. A indústria de games é bastante íntima da tecnologia de streaming, tanto que a Twitch foi comprada pela Amazon por US$ 1 bilhão em 2014 – o que incomodou as concorrentes e vai incomodar ainda mais após o anúncio de Emmett Shear, CEO da Twitch, que declarou que os próximos passos da empresa vão abrir o leque de exploração do streaming. Shear, no entanto, se mostra firme quanto ao nicho gamer que consagrou a plataforma.

Sem dúvida alguma, os hábitos de consumo sofreram alterações consideráveis motivados pelo advento do streaming, o que obriga as emissoras de conteúdo a se adaptarem às novas exigências de mercado. Não há sinais de que esta metamorfose irá cessar nem sequer diminuir o passo em um futuro próximo. É possível afirmar que podemos esperar muitas novidades, criativas o suficiente para chamar a atenção dos consumidores para aderir a mais uma plataforma de streaming.

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