Muitos jovens,  prestaram vestibulares buscando universidades conceituadas, porém localizadas longe de suas cidades-natal.

Passar em um vestibular desses é uma alegria imensa na hora. Mas com o início do ano letivo se aproximando, pais e alunos podem se deparar com o questionamento: vale mesmo a pena se mudar para longe de casa para estudar?

Responder a essa questão dependerá de fatores como: qual é a cidade, qual é a universidade, qual o curso e quais são os sonhos do aluno.

O ideal é analisar cada um desses tópicos, pensando sempre nos benefícios e prejuízos de se mudar, entendendo o que pesa mais em seu estilo de vida.

Para ajudar a resolver esse dilema em uma fase tão importante da vida dos adolescentes, o Stoodi, uma startup de educação a distância, que  preparou uma lista com 4 perguntas que o aluno pode fazer para si mesmo e refletir com clareza qual a decisão mais acertada a se tomar.

1. Essa é a carreira que eu escolhi ou é uma segunda opção?

Mais importante do que descobrir se foi a primeira, a segunda ou a terceira opção, essa pergunta tem a função de fazer o aluno pensar se essa carreira é mesmo a que ele imaginou seguir. Com o Sisu e outros programas de estudos, há uma maior facilidade de participar de processos seletivos em universidades de todo o Brasil. Mas o aluno precisa ser sincero: esse é o curso que ele sempre quis? Isso pesa muito, pois serão 4 ou 5 anos estudando esse tema e depois o resto da vida trabalhando nele. O mínimo que se precisa é obter satisfação naquele ofício.

2. Conheço a dinâmica da nova cidade?

Cada cidade é uma cidade e cada pessoa é uma pessoa. Ou seja, se o lugar a se mudar é mais calmo, o aluno sabe disso e gosta desse estilo, as chances de ele se adaptar bem no novo lugar são grandes. Por outro lado, se o aluno curte uma vida agitada, sabe que a cidade é mais calma e está disposto a conhecer esse novo estilo de vida, também há grandes chances de dar certo. Isso porque quando já se sabe o que vai encontrar, a expectativa não será frustrada. Agora se o aluno não tem noção de como é a cidade, é melhor dar uma pesquisada antes de decidir. Ele também terá que se preparar se o seu destino for uma cidade menor,por exemplo. Pode ser que as farmácias não abram aos domingos, entre outras rotinas distintas de sua cidade e ele precisa saber disso para se planejar.

3. Será que estou disposto a ter uma vida mais autônoma?

Ah, a liberdade de morar sozinho – e a responsabilidade também. Existem muitos pontos positivos e alguns pontos negativos nesse caso. Morar sozinho é uma experiência de crescimento e amadurecimento, pois o jovem para de depender dos outros e passa a resolver praticamente todos os aspectos da sua vida sozinho. Ele começará a controlar seus horários, seus afazeres e terá que cuidar da casa sozinho ou com ajuda de seus amigos. Isso tudo é muito legal, mas é preciso ter em mente que nem sempre é muito fácil. Imprevistos e doenças que podem surgir terão que ser enfrentados pelo adolescente, que precisa ser forte, ir ao médico e comprar remédios mesmo com dor e pior, sem ajudados pais.

4. Você está lembrando do fator financeiro para tomar essa decisão?

Pensando em tudo o que já foi dito antes, é hora de pensar no lado financeiro da coisa. Muitos alunos optam por fazer uma universidade federal exclusivamente porque elas são públicas e gratuitas. Se esse é o caso, não se pode ignorar o custo com moradia, alimentação e gastos em geral que, quando colocados na ponta do lápis, podem se assemelhar a uma faculdade privada. Então o caminho é tomar essa decisão de ir para longe e arcar com esses custos só se a instituição for conceituada e lhe garantir uma boa colocação no mercado. O aluno também não precisa pensar nessa escolha como definitiva. Se ele mudar de ideia, nada impede de trancar a faculdade ou transferir os seus estudos. Se ele julgar que essa é uma grande chance, vale experimentar e ver na prática como será a rotina.