Os vereadores Marcus Valle, Rita Valle,  ambos do PV e Gislene Bueno  do PRTB ignoraram pedido de cassação do Título de Cidadão Bragantino, de Rodrigo Morales, advogado residente em Bragança Paulista, que tem seu nome e de empresas em que é sócio envolvido na Lava Jato, maior esquema de corrupção já investigado no país.

O pedido de cassação do diploma foi feito de forma anônima. E o anonimato, foi justamente a justificativa dos vereadores, que optaram pelo arquivamento da denúncia, que passou pela Comissão de Justiça.

Segundo a Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal “há jurisprudência na Casa para não prosseguimento de denúncias anônimas. Ela não tramitará por outras comissões.”

Denúncia apresentada anonimamente na Câmara Municipal

No documento protocolado na Câmara Municipal, o denunciante alega que são inúmeras as matérias envolvendo o nome de Rodrigo Morales na Lava Jato e ainda cita que Morales, mesmo após as denúncias, continua publicando nas redes sociais o que o denunciante classifica como “aventura a  base de dinheiro roubado do povo brasileiro”.

Entre os atos de Rodrigo que geraram polêmica e buchichos na imprensa local e redes sociais foi a ida do mesmo para o final da Champions League, na Itália, no final do mês de maio.

O título de Cidadão Bragantino foi concedido a Rodrigo Morales, pela vereadora Fabiana Alessandri (PSD), em 2014.

O fato dos vereadores não darem prosseguimento à análise da denúncia, não passou desapercebido pela mídia local.

O diretor proprietário do jornal Gazeta Bragantina, Paulo Alberti Filho, em seu editorial intitulado “Cúmplices” (http://www.gazetabragantina.com.br/portal/?p=9011) publicado na edição de sábado 21, além de criticar a ação diz que “mesmo sem ter nada a ver com a denúncia rejeitada, a partir deste momento, deixa de ser anônima pois aponho minha assinatura publicamente nesse documento.”

E agora vereadores?