Vereadores rejeitam projeto que proibiria ficha suja de dar nome à bens públicos

O clima continua quente na Câmara Municipal de Bragança Paulista. Com as proximidades da eleição municipal a tendência é que as discussões entre os vereadores da situação e da oposição aumentem. Nesta quarta-feira, 26, por exemplo, os vereadores do grupo Chedid, rejeitaram projeto de Basílio Zecchini que proibiria fichas sujas de dar nome à bens públicos.

O  PL 52/2019 tinha a intenção de proibir que bens públicos municipais, ou seja, prédios, ruas e escolas, por exemplo, fossem denominados com o nome de pessoas condenadas.

Para o líder do prefeito, Paulo Mário, os vereadores foram eleitos e tem direito de homenagear quem quiser. “Cada um deve assumir a responsabilidade de quem homenageia. Não precisamos de lei para saber o que precisamos fazer ou não aqui dentro”, disse.

Clima quente

A vereadora Beth Chedid chegou aumentar o tom da voz, quando Quique Brown subiu na tribuna para defender o projeto. Ele relembrou em seu discurso a cassação de Jesus Chedid em 2004 por causa de publicidade vedada e falou também sobre condenados que não podem ser contratados pelo poder público, como o ex-secretário Cléber Centini Cassali, mas que continuam mesmo sem nomeação participando da administração, por exemplo, como presidente de honra do Carnaval 2020.

“Não dá para achar normal ser contra este projeto”, disse Quique Brown. “A relação do grupo Chedid com pessoas com problemas na Justiça é comum, corriqueira. O exemplo, que citei aqui foi muito simples, tem relação com o projeto. Pessoas que não podem ter cargo público, que foram afastadas desta administração por problemas de improbidade administrativa são nomeadas em cargo de honra, neste governo”, disse.

A vereadora, no entanto, achou que estes comentários não eram pertinentes a discussão do projeto.

O maior perigo da democracia está nas redes sociais

Já o vereador Marco Antonio Marcolino, que também é da base do grupo Chedid, e durante a discussão demonstrou visivelmente sua indignação, aproveitou a oportunidade para criticar as redes sociais. “O maior perigo da democracia está nas redes sociais.”, disse.

Para ele é desnecessário que exista uma lei permitindo ou não a nomeação de fichas sujas, porque os projetos de denominação já passam pela análise dos vereadores. “Este ano é ano eleitoral. Qualquer passo que você dá é usado nas rede social para denegrir pessoas, denegrir a verdade, as vezes “, disse.

Pedido de cassação

Além disso, outro assunto que ganhou destaque na sessão foi o fato, dos vereadores terem rejeitado por unanimidade, que seja apreciado um pedido de cassação do vereador Cláudio Moreno, a partir de denúncia do cidadão Rodrigo Agarra.

Agarra acusou o vereador de ter quebrado o decoro parlamentar durante seu programa de rádio na FM 102,1.

O vereador Marcus Valle foi o primeiro a se manifestar sobre o assunto e disse que a cassação é a morte de um político e que em seu ponto de vista, a denúncia não é motivo de cassação. Adiantou ainda que teme uma onda de denuncismo e sugeriu que seja pedido direito de resposta.

“Eu não endosso as palavras, mas acho que não é caso de cassação. Seria ferir o princípio da razoabilidade”, disse.

Ele foi acompanhando por outros vereadores como Paulo Mário e Beth Chedid.   Basílio Zecchini, por sua vez, ressaltou que o radialista extrapola muitas vezes, tanto na tribuna como na radio,  que ele tem que pensar antes de falar, mas que no que se refere ao pedido é necessário ter parcimônia. “A cassação é a pena de morte da figura publica. É a medida mais rigorosa  e neste caso talvez, não seja a solução ponderada”, disse.

Para votar o pedido de cassação assumiu temporariamente o cargo, no lugar de Cláudio Moreno, o suplente,  Ricardo Bertin.

Se você perdeu a sessão pode assistir clicando no link: https://www.facebook.com/camarabragancapaulista/videos/2532699443617530/

 

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