luta pelo esclarecimento do assassinato da filha.

Na última sexta-feira, 10, o Em Pauta Entrevista abordou o tema: mães que perderam seus filhos. Uma das entrevistadas foi Laura Laurentino, uma mãe que luta pelo esclarecimento do assassinato da filha desde 2014. No começo da sua luta, ela confessa que chegou a ameaçar que ficaria acampada em frente da delegacia, para ter notícias sobre a investigação.

Durante o bate papo com a jornalista Ana Oliveira, a mãe falou da dor que sente até hoje. Falou da saudades que tem da sua filha Camila Veronezzi. Tudo que ela mais queria era ver o acusado de cometer o crime preso e poder perguntar o porque do crime.

Camila foi brutalmente assassinada em 2014, após sair de casa para ir à um ensaio de Carnaval. A mãe disse que estranhou ainda de madrugada que Camila não tinha voltado para casa. Pela manhã, tentou registrar o desaparecimento mas lhe pediram para esperar 24 horas.

Ela esperou. Tinha esperança ainda de encontrar a filha viva. Três dias depois, no entanto, veio a notícia: Camila tinha sido encontrada morta. O corpo da jovem foi encontrado às margens da Rodovia Benevenuto Moretto, que liga Bragança à Tuiuti.

Existe crime perfeito?

A mãe não acredita em crime perfeito. Para ela, a polícia poderia ter investigado melhor o caso, com o objetivo de prender o acusado, no entanto, acha que isto não ocorreu por causa de Camila ser transexual.

A Polícia Civil chegou a pedir a prisão de dois suspeitos. Um conseguiu revogar na Justiça o pedido, sem sequer ser ouvido pela polícia. Outro continua foragido desde então.

O Em Pauta Entrevista colheu também o depoimento do delegado José Glauco Silveira Lobo Ferreira, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) sobre o caso.

Se você não viu, o pedido desta mãe pelo esclarecimento do assassinato da filha confira o vídeo com a entrevista completa.