O domingo, dia 22,  têm sido de muita limpeza e contabilização de perdas para quem mora na Vila Malva.

A reportagem do Bragança Em Pauta esteve no local e as cenas se repetiam: famílias limpando e lavando as casas e contabilizando o que tinham perdido.

Em uma das residência, onde vivem 10 pessoas, de quatro famílias, eles disseram que perderam quatro camas, oito colchões e duas geladeiras.

O morador de outra residência, além de perder, guarda roupa, a cama e  o armário de cozinha mostrou um vidro com dois escorpiões. “Moro aqui há um mês. Já encontrei 25 escorpiões dos pequenos e um grande.”

Todos estavam impressionados com a velocidade que a água subiu. Em algumas casas, a água subiu mais de 50 cm.

Ricardo Majorovsky disse que no momento da enchente não chovia muito, e que isto chamou bastante a atenção.

“Não estava chovendo forte. A água começou sair pelo bueiro, foi subindo, subindo e a gente começou a se movimentar, levantar as coisas. O pessoal perdeu bastante coisa. Deve ser tomada alguma providência. Enche de água, enche de bichos, a gente perde as coisas e fica difícil conseguir de novo”.

Já Elaine Nunes, que mora como dois filhos, disse que só não perdeu os alimentos o resto perdeu quase tudo: sofá, TV, colchão.

“Moramos aqui há cinco anos. Esta é a segunda enchente. Fica um sentimento de impotência. A gente trabalha, trabalha para ter as coisas e perdemos tudo. Como vamos comprar tudo de novo? Pagar aluguel, água luz e comprar as outras coisas? Geladeira, fogão, TV…”.

A reportagem do Bragança Em Pauta, aguarda retorno da Divisão de Imprensa da Prefeitura, com relação ao volume de água dos últimos dias e os prejuízos contabilizados pela chuva.