Enquanto a casa toda dorme e o silencio impera, sua cabeça está a mil por hora? Você levanta mil vezes para beber água, ir ao banheiro e acaba indo para sala e ligando a TV porque não consegue dormir? Você tem insônia?

Calma. Você não está sozinho e por isto, o jornal on line Bragança Em Pauta, traz hoje dicas do especialista no assunto  Fábio Akiyama que é fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular.

Segundo o fisioterapeuta, insônia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de iniciar e ou manter o sono por um período prolongado.

“Esse problema é algo comum na vida de muitas pessoas, e segundo a Associação Brasileira do Sono, cerca de 36,5% da população sofrem com os sintomas”.

Como dissemos, você não está sozinho: a insônia atinge  cerca de 36,5% da população.

Segundo ele, o incomodo age no organismo de diferentes formas, mas no geral é como se todas as noites você se deitasse na cama e esquecesse como se faz para dormir.

“Com isso, os dias vão parecendo mais longos e cansativos, fazendo com que as pessoas que têm esse problema sofram com a dificuldade em concentração, raciocínio lento e falta de memória entre outros transtornos causados pela privação do sono”, acrescenta.

O fisioterapeuta ressalta que as pessoas costumam ter hábitos de sono diferentes, logo, a insônia também as atinge de maneiras distintas.

“Existem três classificações para a identificar, a aguda, crônica ou intermitente e também pode ser designada como primária, caso seja o principal sintoma apresentado ou secundária, se for consequência de outros fatores que estejam prejudicando o sono”, ressalta.

Quais são os causadores da insônia?

Segundo Fábio Akiyama os principais fatores causadores da insônia são:

  • estresse,
  • ambientes e hábitos inadequados,
  • estilo de vida
  • transtornos mentais como:  depressão, a ansiedade e pânico.

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Segundo ele, adquirir alguns hábitos saudáveis podem ajudar a melhorar a insônia e por isto, ele recomenda:

  •  alimentação adequada
  • prática de atividade física regular.

Entre as atividades físicas recomendadas está o pilates, uma modalidade de ginástica que também utiliza a consciência respiratória, faz com que o corpo mantenha o equilíbrio do sistema nervoso autônomo.

“Além dos métodos tradicionais, tratamentos não medicamentosos como a microfisioterapia podem auxiliar no ajuste das horas de sono. Esse tratamento foi desenvolvido por franceses como base na embriologia, filogênese e a anatomia humana. O método permite avaliar o ritmo vital dos órgãos e tecidos através de micro toques, procurando perdas de vitalidade e a causa desses desequilíbrios. Além disso, estimula o corpo para que se auto regule e assim possa reencontrar a saúde”, ressalta.

Ele destaca ainda que algumas doenças se manifestam no corpo através de problemas crônicos, chamadas de agressões primárias.

“Elas deixam cicatrizes que ficam armazenadas nos tecidos, atrapalhando o funcionamento e desregulando o ritmo vital. Na microfisioterapia o fisioterapeuta, através de micro palpações, procura pelo corpo onde essa “cicatriz” ficou armazenada e reconhece qual tecido (musculoesquelético, tecido do sistema nervo, pele ou até visceral) teve perda de vitalidade, afetando o funcionamento de todo o organismo”, afirma.

Segundo Fábio Akiyama o papel do profissional é, então, apresentar para o corpo onde estão localizadas essas feridas para que o próprio organismo as elimine.

“A cicatriz patológica é o vestígio deixado pelo agente agressor no corpo, que até tenta reparar o problema, mas não consegue eliminar por uma deficiência do sistema imunológico ou porque a agressão foi muito forte. O resultado é um desequilibro de células e tecidos, atrapalhando suas funções e provavelmente gerando os sintomas que causam a insônia”, acrescenta.

Ele ressalta ainda que também existem tratamentos medicamentosos que podem ser usados contra a insônia, no entanto eles dificilmente tratam a causa, mas servem para que as pessoas durmam mesmo que não descansando o suficiente.

 

 

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