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Comissão de Ética afirma que não pode cassar Ditinho e aplica advertência

Comissão de Ética afirma que não pode cassar Ditinho e aplica advertência

Na manhã desta segunda-feira, 17, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Bragança Paulista realizou sua última sessão sobre o “Episódio da Calcinha” e optou por aplicar apenar uma advertência ao vereador Ditinho Bueno (PSC), que foi flagrado cheirando uma calcinha vermelha, em seu gabinete dentro da Câmara Municipal, durante a sessão do dia 23 de junho, que era transmitida on-line.

De acordo com parecer final da comissão, a advertência ao vereador Ditinho Bueno ficará registrada no prontuário do vereador. O relatório foi lido pelo vereador Sidiney Guedes e aprovado por unanimidade.

Na oportunidade os vereadores fizeram questão de frisar, inclusive com parecer jurídico, que esta advertência era a maior punição que a Comissão de Ética poderia apresentar e que só Plenário da Câmara Municipal poderia decidir pela cassação. A Comissão de Ética é formada pelos vereadores Tião do Fórum (presidente), Fabiana Alessandri (vice), Sidiney Guedes (relator), Natanael Ananias e Rita Leme, todos ligados ao Grupo Chedid.

O parecer da comissão foi emitido após denúncias apresentadas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Bragança Paulista; as Promotoras Legais Populares de Bragança Paulista; pelo advogado Dr. José Aparecido Lopes de Moraes; Coletivo Batuque Raízes da Nega e os partidos políticos PTB, PSL, PTC, PROS, DC e PDT.

Como é que é?

Apesar do esforço dos membros da comissão em querer justificar que não podiam aplicar pena maior, vale lembrar, que o caso já tinha sido discutido em plenário e que os vereadores tiveram oportunidade, portanto, de tomar outras medidas.

Vale lembrar, que na mesma data em que os vereadores decidiram enviar o caso para Comissão de Ética também tinha sido enviada para a Câmara Municipal denúncias solicitando a cassação do mandato e não só apuração de quebra de decoro. Na oportunidade, no entanto, os vereadores rejeitaram por 14 x 4 a criação de uma Comissão Processante para apurar o ocorrido e assim poder decidir se cassavam ou não o mandato.

Na época, aliás, votaram a favor do pedido de cassação, via Comissão Processante, apenas os vereadores Basílio Zecchini, Quique Brown, João Carlos Carvalho e Moufid Doher. Eles entenderam que a criação da comissão era importante para investigar o caso, paralelamente à Comissão de Ética da Câmara Municipal.

Os vereadores Antônio Bugalu, Dr. Cláudio, Cláudio Moreno, José Gabriel, Marcolino, Marcus Valle, Mario B. Silva, Natanael Ananias, Paulo Mário, Rita Leme, Sebastião Garcia do Amaral (Tião do Fórum), Sidney Guedes, Rivelino de Oliveira (suplente) e a até mesmo Fabiana Alessandri, que falava no momento que o vereador cheirou a calcinha votaram contra a Comissão Processante e, portanto, contra uma possível cassação.

Alguns deles se manifestaram que não havia necessidade de duas investigações do mesmo assunto na Câmara Municipal.

O vereador que liderou essa tese, foi Cláudio Moreno: “Todos (os pedidos) que chegaram aqui podem terminar com o mesmo resultado. Cassação do mandato do vereador. Só que isso, vai ser de forma única, eu acho que não tem sentido a gente trabalhar nas duas frentes”, disse na sessão do dia 30 de junho.

“Isso não significa dizer que o Ditinho Bueno não possa ser cassado, ele pode sim”, justificou Claudio Moreno na ocasião.

Dos 14 parlamentares, 13 pertencem ao Grupo Chedid, grupo o qual também abriga politicamente o vereador Ditinho Bueno. Marcus Valle, como advogado, disse que a pena da cassação, seria desproporcional.

Antes de decidir que o vereador deveria ser punido apenas com uma advertência, vale lembrar também que a Comissão de Ética teve chance de ouvir Ditinho Bueno sobre o episódio, mas ele sequer informou quem era o amigo que teria lhe dado o presente. Também não apresentou a peça íntima, para confirmar se a peça realmente era comestível e por isto teria lhe chamado atenção.

Ataques ao Em Pauta

O Em Pauta, foi o primeiro veículo de comunicação a divulgar o episódio. Na época, aliás, como manda o bom jornalismo, tentamos ouvir o vereador Ditinho Bueno, que preferiu não se manifestar. E desde então, o Em Pauta, que preza pelo jornalismo sério e independente, vem acompanhando o caso de perto, para que não caia no esquecimento assim como tantos outros escândalos da política.

Quando os vereadores rejeitaram por 14 x 4 a votação, aliás, o radialista da FM 102 e vereador Claudio Moreno, chegou a acusar o Em Pauta de divulgar fakenews. Na época o vereador postou em suas redes sociais que Ditinho Bueno poderia ser cassado pela Comissão de Ética e que reportagem do Em Pauta era fakenews porque enfatizava a rejeição da criação da comissão que poderia levar à cassação enquanto o site oficial da Câmara Municipal, falava do envio do caso para Comissão de Ética por unanimidade.

NOTA DA REDAÇÃO:

Má fé ou falta de conhecimento do que faz um vereador?

A pergunta que fica é será que o vereador do Democratas agiu de má fé tentando imputar ao Em Pauta, uma fakenews quando na verdade foi ele quem divulgou informação falsa de que Ditinho Bueno poderia ser cassado pela Comissão de Ética ou é falta de conhecimento das funções dos vereadores na Comissão de Ética?

O Em Pauta, repudia a postura do vereador Cláudio Moreno na tentativa de tentar nos descredibilizar, afim de colocar a opinião pública contra nós e a verdade e a favor do seu grupo político.

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