Na noite de domingo, um sagui do tufo preto, invadiu o Bar Salomé e mordeu, diversas pessoas.

Na manhã desta segunda-feira, dia 28, um novo ataque foi registrado, desta vez, na Prefeitura de Bragança Paulista. Funcionários e contribuintes foram mordidos e encaminhados para atendimento no Hospital Universitário São Francisco.

A reportagem do Bragança Em Pauta, conversou com o biólogo Silas de Lima Vieira, que ressaltou que os saguis, são animais muito instáveis e sempre andam em bando e que no bando sempre tem uma liderança e/ou disputa pela liderança, aguçando seu instinto selvagem.

“O que pode ter motivado  ataques como estes são primeiramente instinto de defesa, considerando que o animal se encontra isolado em um ambiente instável e estressante”, disse.

O biólogo explica ainda que provavelmente o animal chegou até o bar e a Prefeitura, considerado para ele um ambiente de estresse, na busca de alimento não só para ele, mas para seu bando.

Ele explica que ao se deparar com um animal destes não se deve chegar perto, tentar passar a mão ou alimentá-lo.

“O correto é acionar um órgão público para proceder com as providências. Simplesmente evitando o animal, entretanto, ele irá embora. O principal é nunca alimentá-lo, primeiro porque o animal deve desenvolver seus hábitos de procurar o seus alimentos, pois em vida livre ele nem sempre tem a comida a disposição e não pode ficar condicionado e dependente do homem para seus cuidados”, disse.

O especialista explica ainda que há grande risco quando as pessoas acham que podem tratar esses animais como bichos domésticos sabendo que são animais silvestres. ” Tentar domesticá-los pode se tornar um problema para a sociedade, obrigando a adoção de algumas políticas públicas de combate a proliferação deste animais, sabendo que são vetores de diversos vírus, onde o mais comum é o da raiva. Literalmente eles podem se tornar de lindos animais para uma perigosa praga urbana”.

Silas explica ainda que tanto o sagui-dos-tufos-pretos (Callithrix penicillata) quanto o sagui-dos-tufos-brancos (Callithrix jacchu) não são endêmicos da nossa região, e sim  foram inseridos entrando em competição com sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita). “O sagui-da-serra-escuro dificilmente são avistado por aqui e são considerados ainda uma espécie em risco de extinção”, disse.