PF cumpre mandado em Atibaia contra tráfico internacional de drogas

A Polícia Federal, em uma ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 4/11, a Operação *Narcobroker, com o objetivo de desarticular financeiramente uma organização criminosa (ORCRIM) especializada no envio de cocaína para a Europa.

O nome da operação Narcobroker vem da junção de dois termos comumente utilizados em investigações de tráfico internacional de drogas: o termo em inglês broker, que significa corretor, negociador e narco, que em tradução livre para o espanhol significa traficante.

Cerca de 150 policiais federais cumpriram 39 mandados judiciais, sendo 9 de prisão preventiva, 2 de prisão temporária e 28 de busca e apreensão. A ação aconteceu nos estados do Paraná, São Paulo, e Santa Catarina.

Os policiais estiveram nas cidades de Curitiba, Paranaguá, Matinhos, Campo Largo, São Paulo, Santos, Santo André, Peruíbe, Atibaia, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Camboriú e Urubici.

Em São Paulo foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na capital, além de um mandado de busca e apreensão em Atibaia. Já nas cidades de Peruíbe, Santo André e Santos, foram cumpridos um mandado de prisão e um de prisão preventiva em cada cidade.

Durante a ação, segundo a PF, Auditores da Receita Federal do Brasil também participam das buscas.

Bens sequestrados

De acordo com a PF mais de  R$ 40 milhões  em bens do narcotráfico, consubstanciados em dezenas de imóveis e veículos de luxo foram sequestrados pela polícia. Somente uma das casas que teve o sequestro determinado pela Justiça Federal em Curitiba foi comprada pelo chefe da organização criminosa por aproximadamente R$ 6 milhões.

A Justiça Federal em Curitiba também determinou o bloqueio de contas de 68 pessoas físicas e jurídicas que, segundo as investigações, tiveram movimentação suspeita de aproximadamente R$ 1 bilhão de reais entre os anos de 2018 a 2020. O montante total dos valores bloqueados ainda não foi contabilizado.

Também, na ação de hoje, foi determinado pela Justiça Federal o bloqueio de 3 empresas que eram utilizadas pela organização criminosa para a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas,  as quais passarão a ser administradas pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD/MJSP, em parceria com o Conselho Federal de Administração – CFA.

As investigações da PF foram iniciadas em 2019 e apontam que os integrantes da organização criminosa utilizavam empresas fantasmas e de fachada para comprar mercadorias de origem orgânica, visando dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e segurança. Tais mercadorias eram acondicionadas em contêineres que também ocultavam centenas de quilos de cocaína enviados à Europa.

Foram apreendidas anteriormente mais de 13 toneladas de erva mate, ativo biológico que será alienado antecipadamente conforme autorizado judicialmente.  Durante os trabalhos investigatórios ocorridos, também foram apreendidos 240 quilos de cocaína no porto de Paranaguá.

Além disso, a Justiça Federal  expediu mandado de prisão preventiva em desfavor de um  brasileiro que se passava por empresário na Espanha mas, na realidade, tratava-se de um suspeito entre as organizações criminosas brasileiras e europeias.  Era ele quem recebia a droga que vinha escondida em meio à carga lícita que era enviada.

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