Os vereadores e radialistas Cláudio Moreno e João Carlos Carvalho, perderam a linha e quase saíram nos tapas na sessão de terça-feira, 6, da Câmara Municipal.

A presidente da casa, Beth Chedid, chegou a cortar o microfone dos dois, que aos berros expunham suas idéias.

O clima  na sessão já estava quente por causa de um decreto de desapropriação do terreno pertencente à Fundação de Ensino Superior (FESB), onde funcionava o antigo  Instituto Federal, que junto com a Prefeitura, pretende no local implantar uma incubadora de empresas, sem que a FESB tivesse sido comunicada ou consultada antes sobre a desapropriação do espaço.

A desapropriação foi feita na tarde de terça-feira, 6, durante uma solenidade no gabinete do prefeito Jesus Chedid e o advogado da FESB, Rodrigo Pires Pimentel, esteve na sessão para falar do assunto.

João Carlos Carvalho, que na eleição de 2016 levou o PSDB para o grupo  Chedid, mas recentemente, anunciou que não fazia mais parte da situação, falou sobre o uso da FESB anteriormente por políticos. “A atual administração do prefeito Jesus Chedid não pois um tijolo no Instituto Federal e nem na FESB e esta é uma grande verdade que precisa ser dita”, disse.

João Carlos, ainda disse que faltou cuidado e zelo do gabinete para não causar um ambiente de rivalidade entre as instituições.  “Houve um grande erro. A FESB não é culpada. A FESB não está contra a incubadora, A FESB não está contra o Instituto Federal”, disse falando que faltou humildade para que a administração procurasse à FESB e resolvesse a questão, sem polêmicas.

“Como você ocupa a casa dos outros sem pelo menos pedir licença”, desabafou o vereador, que classificou o ato como “mais uma atrapalhada que nós estamos vendo nesta administração do prefeito Jesus Chedid”.

João Carlos pediu a revogação do decreto.

O vereador Paulo Mário, por sua vez, disse que tentou contato com a FESB anteriormente mas que não obteve retorno e que o convênio da FESB com o Instituto Federal é de 20 anos, e ainda têm 9 anos pela frente.

Ao voltar na tribuna para falar de assuntos diversos, João Carlos Carvalho falou sobre a área de saúde e disse que no sábado não havia ambulâncias na cidade, relatando que um paciente com câncer teve que ir para casa com familiares porque não havia ambulância. “Estão gastando 600 mil em grama. Para que comprar grama? E ai não tem ambulância?”.

João Carlos também falou de uma paciente que precisava fazer ultrassom, deu o nome da moça e o telefone dela na tribuna, pedindo que a Secretária de Saúde desse retorno.

João Carlos Carvalho também ressaltou que é preciso restabelecer a harmonia dentro do gabinete de Jesus Chedid. Disse que alguém precisa retirar o ódio, o rancor de dentro do gabinete pois segundo ele estaria acontecendo “perseguição política na cidade” com checagem do que as pessoas escrevem nas redes sociais.

Um aparte de João Carlos, durante a fala do vereador Paulo Mário, sobre a questão de ambulâncias, foi a gota d´água para Cláudio Moreno que também pediu um aparte.

“Ambulância não é táxi”, ressaltou Cláudio Moreno que criticou o discurso do colega usando a tribuna para pedir para a secretária de Saúde ligar direto para algum munícipe.

“Muito salutar ter oposição, mas oposição responsável”, disse.

João disse que estava fazendo seu trabalho como vereador de fiscalizar a administração. “São casos de desespero de pessoas. Quem tem coração e é um pouco humano entende isto”, disse ressaltando que não vai fazer oposição sem ser coerente.

Cláudio Moreno disse então, que João Carlos estava vendendo ilusões começou a gritaria.

Durante a discussão Cláudio Moreno chegou a dizer que se o prefeito Jesus chamar João Carlos para tomar café e para reuniões no gabinete, não precisa mais chamar ele.

Os dois já haviam se desentendido na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou contratos na área de saúde.

Assista o ponto alto da discussão:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 Comentários

  1. A administração do Jesus que vende ilusão. É rotatória gramadinha alí e aqui, sempre que tem um evento, os arredores são limpos e pintados. Uma parte da população como eu enxerga a verdade e daqui 2 anos vamos mudar isso. Não somos palhaços. Prefiro a cidade suja, mas com fábricas para trabalhar e hospital de verdade. Porque aqui só temos a velha e mal localizada Santa casa. Esse “papo” de cidade turística que esse prefeito bate o pé não existe, e só andar pelo lado norte da cidade que ele vai ver o que realmente precisamos. Não temos fomentos para micro empreendedor e o que tem está numa área saturada. Estou na cidade desde dos anos 2000, e faz tempo que não vejo mudança, tem muitas moradias sendo distribuídas, mas para bastante gente que veio de fora da cidade. Não estou falando que isso e errado, mas a quantidade de emprego não aumenta, desde de 2000 que são as mesmas empresas na região, quantas pessoas da cidade não pega ônibus de madrugada para ir trabalhar em extrema ou Atibaia. Essa política do Jesus Chedid e velha e precisamos renovar, o povo no desespero deu mais uma chance a ele, mas dali não sai mais nada. Estamos em uma cidade que está ficando cada vez mais violenta, com o mercado de emprego saturado e mais populosa. Não dá para voltar atrás e falar de cidade turista, queremos uma política para nossa realidade.

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